Um pedido para recapeamento da avenida Rodrigues Alves, iniciado em outubro de 2006, e outro para instalação de um viaduto na avenida Comendador da Silva Martha, na passagem de nível sobre a ferrovia, a partir de outubro de 2005, arrastam-se por meses e não serão executados na gestão do prefeito Tuga Angerami.
Na opinião do vereador Primo Mangialardo (PV), autor dos dois pleitos, a questão é falta de planejamento. “No caso do recapeamento da Rodrigues, era promessa de campanha do prefeito, mas agora ele vem e diz que não realizará mais a obra”, comenta o parlamentar. “Uma das principais avenidas da cidade está nessa situação e a prefeitura conserta outras ruas em que questiono a real necessidade”.
Angerami adiou por três vezes a reforma do piso da avenida Rodrigues Alves na área central. Sobre a quebra da promessa em executar o serviço, justificou em matéria do JC de 17 de maio o compromisso, também assumido, de não deixar dívidas para a próxima administração, além das já herdadas de governos anteriores.
Para que os transtornos fossem resolvidos definitivamente, a idéia da administração era contratar por licitação uma empresa que fizesse um estudo das condições do piso e alternativas para implementar uma solução duradoura. Numa segunda etapa, outra empresa seria contratada, também via processo licitatório, para a obra.
No entanto, segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, no momento, não há previsão para abertura de processos licitatórios, pois não há disponibilidade de dinheiro para a execução do serviço.
Mangialardo comenta também que desde outubro de 2005 vem solicitando recursos para melhoria do cruzamento das ruas José da Silva Martha e José V. Aiello. O parlamentar entrou em contato com deputados federais para a inclusão de emenda para beneficiar o Município na área de infra-estrutura. Também acionou a prefeitura para o mesmo objetivo.
Segundo o vereador, o analista de Infra-Estrutura de Transportes do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT), engenheiro Marco Antonio Blotta, encaminhou e-mail em novembro de 2006 informando como a prefeitura deveria proceder para firmar um convênio com o DNIT.
Como não houve retorno e devido ao jogo de “empurra-empurra” entre a administração e a América Latina Logística (ALL) sobre as responsabilidades de implantação, manutenção e funcionamento das cancelas férreas em passagens de nível da cidade, o promotor da Habitação e Urbanismo do MPE, José Carlos Carneiro de Oliveira, ajuizou em maio do ano passado ação civil pública contra o Executivo e a concessionária que opera no setor em Bauru. Três meses depois o MP requisitou à Justiça a realização de perícia nas passagens em nível existentes em Bauru para, em seguida, cobrar a execução das obras de sinalização e de segurança por parte da prefeitura e da ALL.
Em julho do ano passado, após perícia, o DNIT aprovou a instalação de um viaduto a ser instalado na avenida Comendador Martha, na passagem de nível sobre a ferrovia. No último dia 21 o deputado federal José Paulo Tóffano (PV/SP) informou que o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, autorizou o departamento a dar início ao processo de contratação do projeto.
Segundo Mangialardo, os R$ 500 mil para a execução do projeto estão garantidos e serão transferidos no ano que vem. O próximo desafio, de acordo com o bauruense, é aguardar a aprovação de uma emenda de Tóffano no montante de R$ 4 milhões para a construção do viaduto.