São Paulo - Silvetty Montilla, drag queen que abriu oficialmente a 12.ª edição da Parada do Orgulho Gay - realizada na avenida Paulista - às 12h30, anunciou que o público estimado no evento era de 5 milhões de pessoas.
Mas a Associação da Parada do Orgulho GLBT (APOGLBT) está sendo cautelosa sobre a quantidade de pessoas que participaram do evento esta tarde em São Paulo e ainda não tinha divulgado um número oficial até às 19h30. A estimativa inicial era de que fosse ultrapassado o recorde registrado no ano passado, de 3,5 milhões de pessoas.
Mas, por conta da grande multidão, até às 19 horas de ontem, a Avenida Paulista ainda não havia sido totalmente liberada.
Após a abertura de Silvetty, seguida pelo hino deste edição “GLBTema” - executado obrigatoriamente em todos os 22 trios da Parada - o presidente da APOGLBT, associação que organizou o evento, Alexandre dos Santos, agradeceu a presença de todos e os patrocinadores e apoiadores.
“Estamos lutando pelo nosso direito de ir e vir. Esta é uma festa onde celebramos o orgulho de ser quem somos. Vamos reivindicar os direitos que nos são negados todos os dias”, anunciou Alexandre durante seu discurso. Ele também agradeceu ao Ministério de Turismo, a Petrobras, a Prefeitura de São Paulo e a Caixa Econômica Federal.
Em clima de festa, muitas pessoas se divertiam com os participantes fantasiados. Nesta edição, muitos dos que decidiram usar fantasias apostaram em asas, tanto de plumas, algodão ou alumínio.
Ocorrências negativas
Mesmo com o ambiente agradável, as primeiras ocorrências negativas aconteceram antes mesmo da saída do primeiro trio da frente do Masp, Museu da Arte de São Paulo.
Uma garota que desmaiou foi atendida pelo serviço de emergência, localizado na frente do Parque Trianon ao lado do Telecentro onde trabalha a imprensa.
Além disso, um grupo tentou invadir esta área, reservada ao atendimente e à imprensa, porém, logo foi impedido pelos policiais que faziam a proteção do local.
Ainda em seu discurso, Silvetty Montilla alertou sobre os perigos da “elza”, gíria gay que significa furto, já que no ano passado, diversas pessoas perderam desta forma seus celulares e máquinas fotográficas durante o evento.
O funcionário atropelado pelo trio elétrico em que trabalhava ontem durante a Parada Gay teve a perna esquerda amputada. Odimar Rubens Martins, de 57 anos anos, sofreu o acidente quando o trio descia a Rua da Consolação. Ele permanece internado na Santa Casa.
Às 13h de ontem, a Paulista já estava praticamente tomada em sua totalidade pelos manifestantes da Parada. Nesta edição, muitos participantes preferiram ficar longe da concentração e garantiram seus lugares mais próximo à rua da Consolação, destino dos participantes após sair da Paulista.
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Kassab e Marta participaram do evento
São Paulo - O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), abriu a 12ª Parada do Orgulho GLBT na manhã de ontem.
Em entrevista coletiva, no teatro Raul Cortez, na Federação do Comércio do Estado de São Paulo, no bairro Bela Vista (região central da cidade), o prefeito falou que o evento é um dos mais importantes da capital paulista.
Kassab chegou ao local junto de assessores, às 9h40.
A ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), comandou o trio elétrico do Ministério do Turismo, o segundo a desfilar na Parada do Orgulho Gay ontem em São Paulo. Muito animada, Marta dançou distribui bandanas com o símbolo do Ministério para as pessoas que acompanhavam trio, acenando para a ministra.
Lembrando o mote da Parada Gay deste ano, Marta afirmou que a aprovação do Projeto de Lei 122, que criminaliza a homofobia, é muito importante. “O turismo gay é um segmento significativo economicamente, ter um marco regulatório é essencial para atrair mais turistas desse segmento”, disse Marta Suplicy.
Folhapress/Com AE