Havana - Após uma semana de duelos em torno da política sobre Cuba e enquanto disputava com o republicano John McCain a atenção de veteranos e latinos no Novo México, Barack Obama ganhou ontem a simpatia, potencialmente incômoda, de Fidel Castro.
O cubano, que está fora do poder desde 2006 e escreve regularmente na imprensa da ilha, publicou texto com vários elogios e previsíveis críticas a Obama. “Se eu o defendesse (Obama), faria um enorme favor a seus adversários”, pondera Fidel. Mas o texto é de evidente contraste com os freqüentes ataques que faz a Bush e McCain. Na semana passada, McCain reiterou seu endosso à política dura da Casa Branca para a ilha. Para Fidel, foram “mentiras grosseiras” e sem efeito.
Já Obama, na sexta-feira, endureceu em relação a discursos anteriores, prometendo manter o embargo à ilha, mas também defendeu o fim das restrições a viagens a Cuba e envio de dinheiro a parentes na ilha.
Fidel afirmou que a manutenção do embargo é uma “fórmula de fome”, diz que a remessas de dinheiro são “esmolas” e as viagens a Cuba “propaganda”. Mas o cubano diz também que Obama é, “do ponto de vista social e humano, o mais avançado candidato” e que acompanha com “simpatia” a família dele.