O acusado de assaltar uma farmácia situada no cruzamento das ruas 15 de Novembro com Rio Branco, no Centro de Bauru, morreu logo após o delito, por volta das 22h de ontem. Ele teria sido atingido por três disparos de arma de fogo desferidos por um policial militar, que estaria no local para buscar a noiva, funcionária do estabelecimento.
Integrante do setor administrativo da Polícia Militar (PM), Ricardo Gomes de Oliveira também ficou ferido. Levou ao menos uma facada nas costas, que pode ter perfurado o pulmão. Até o fechamento desta edição, a gravidade do ferimento ainda era avaliada pelos médicos do Pronto-Socorro Central (PSC), para onde foi levado. Ele também apresentava duas perfurações de arma de fogo na perna esquerda.
Segundo informações do comando da PM, um assaltante entrou na farmácia armado de faca e teria iniciado luta corporal com Oliveira. Portanto, é provável que as perfurações sofridas pelo policial sejam de balas de sua própria arma. Até o fechamento desta edição, as circunstâncias da ocorrência ainda não haviam sido esclarecidas.
No entanto, existia suspeita de que uma segunda pessoa tenha participado do assalto para dar fuga ao rapaz conhecido nos meios policiais como Gu Louco e que, logo em seguida, morreu. Logo após o assalto à farmácia, ele foi localizado por uma equipe de uma viatura policial nas imediações do PS, mas sem os R$ 160,00 que teriam sido levados do estabelecimento.
Ainda segundo a PM, quando foi localizado, o rapaz agonizava. Com rapidez, teria sido levado ao PS pela própria polícia, onde todos os procedimentos foram adotados para salvá-lo. No entanto, foram em vão. Simultaneamente, Oliveira era atendido. Apesar da gravidade do quadro, estava consciente para alento da noiva, que aguardava notícias junto com vários colegas da corporação.
Ela preferiu não dar entrevista ao JC por estar nervosa e confusa. Os funcionários da farmácia também evitaram o contato com a reportagem. A PM distribuiria uma nota oficial à imprensa, que não chegou à Redação até a 0h de hoje . A ocorrência também mobilizou equipes do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) da Polícia Civil e a Polícia Científica, que esteve no local para periciá-lo. Além da Civil, a PM também instaurará inquérito para apurar as circunstâncias da morte, procedimento padrão nesse tipo de ocorrência.