09 de julho de 2026
Nacional

Confiança do consumidor sobe, mas não repõe perdas

Folhapress
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Rio de Janeiro - A confiança do consumidor reagiu e subiu 2% em maio, mas não se recuperou ainda do tombo sofrido em abril, quando caiu 7%. E a recuperação foi puxada exclusivamente pelas classes de renda mais alta, pois o índice da faixa de menor rendimento manteve a tendência de piora, segundo a FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Afetada pela alta da inflação dos alimentos e pelo temor do aumento dos juros, as famílias com renda de até R$ 2.100 por mês estão menos otimistas: a confiança nessa faixa caiu 2,6% de abril para maio. Foi na contramão das demais faixas, nas quais o indicador avançou.

Para Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da Sondagem de Expectativas do Consumidor da FGV, os dados de maio mostram “uma acomodação’’ na confiança do consumidor, após a forte queda de abril. A apreensão, diz, é mais evidente nas famílias de baixa renda, que sentem mais no bolso o efeito da alta dos preços dos alimentos. Mais endividadas, elas também receiam que um aumento da taxa de juros deteriore suas finanças no futuro.

Por esses motivos, afirma, os lares com menor poder de compra não replicaram o aumento da confiança registrado pelas demais faixas de renda. Na de R$ 2.100 a R$ 4.800, a alta foi de 5% de abril para maio. Na de R$ 4.800 a R$ 9.600, ficou em 3,2%. Para as famílias com rendimento acima de R$ 9.600, houve expansão de 3,2%.

Com esses resultados, o índice médio de confiança do consumidor ficou em 114,6 em maio - acima dos 112,4 de abril, mas longe dos 120,8 de março.