• Acordo ameaçado
Como temos dito, ainda haverá algum barulho até que se definam todas as coligações em Bauru para a eleição de outubro. Ontem, a direção estadual do PTB resolveu agir e "avisou" o PV (leia-se deputado José Paulo Tóffano) que está desfazendo a aliança entre ambos em Jaú, por conta de os verdes não terem se juntado aos petebistas em Bauru. Uma aliança PTB-PV em Bauru estaria acordada há tempos no plano estadual, segundo informações que circularam nos bastidores.
• Campos nervoso
O resultado seria uma guinada do PTB em Jaú para a aliança do PSDB, com os petebistas oferecendo a vereadora e presidente da Câmara, Rita Chacon, como vice na chapa tucana. Claro que em política há muita simulação, pressões, ameaças e balões de ensaio até que algo seja definido. Porém, o presidente estadual petebista Campos Machado estaria nervoso com o PV e com o PT também, com os quais teria um amplo acordo estadual, que não estaria sendo cumprido em Bauru.
• Na boca do forno
Os processos no TRE envolvendo três vereadores bauruenses por desfiliação partidária sem justa causa estão na iminência de serem julgados: estão com o relator do processo para conclusão. As ações de decretação de perda de cargo eletivo referem-se a Futaro Sato (que trocou o PDT pelo PMDB), José Clemente Rezende (que saiu do PDT e foi para o DEM) e Antonio Carlos Garmes (que deixou o PSDB e filiou-se ao PTB). O de Garmes teve oitivas ontem.
• Pressão por cargos?
E as oitivas (depoimentos) em relação ao processo de Garmes, no Judiciário Eleitoral, realizadas ontem, em Bauru, trouxeram à tona um assunto ainda de 2005. Todas as testemunhas, com exceção do presidente do PSDB municipal, Gilson Rodrigues, disseram que Garmes foi pressionado por tucanos a nomear para cargos de assessoria na presidência pessoas de interesse do partido. Mas o então presidente resistiu.
• Falta de espaço físico
Se a PEC que aumenta o número de vereadores for aprovada em tempo hábil pelas duas Casas de Lei (Câmara e Senado) e o Legislativo de Bauru resolver permitir a elevação do número de representantes em Bauru para o máximo permitido - 23 cadeiras -, o prédio local enfrentará sério problemas para abrigar a todos. A carência por espaço e estrutura já é sentida para os atuais 15 parlamentares. Imagine mais oito...
• Falta de civilidade
A reforma feita pela Igreja Universal na praça Dom Pedro II, onde está instalada a Câmara, no Centro da cidade, recebeu elogios pelo paisagismo e as novas instalações de bancos e passagens para pedestres, além do calçamento. Mas tem muito usuário sujando em demasia a praça e, aliado a isso, falta espalhar lixeiras em alguns pontos estratégicos.
• Carne estragada
Chegou à Procuradoria da República de Bauru o procedimento que traz informações, documentos, sindicância e relatórios sobre as causas de mais de uma tonelada de carne estragada da merenda escolar, ocorrida no início do atual governo. Pode sobrar demanda penal sobre o assunto. No âmbito da prefeitura, o tema gerou sindicância e até suspensão de servidores.