09 de julho de 2026
Política

Testemunhas: Garmes sofreu pressão


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Todas as testemunhas ouvidas ontem pelo Judiciário Eleitoral no processo que discute eventual perda de mandato contra o vereador Antonio Carlos Garmes (PTB), por desfiliação sem justa causa reclamada pelo PSDB, declararam que este sofreu pressão de tucanos para nomear pessoas indicadas ou ligadas à legenda quando este presidiu o Legislativo. A pressão contra a realização de prévia na disputa pela escolha do candidato a prefeito também foi mencionada.

A oitiva de testemunhas cumpre mais uma etapa do processo. Mas ainda falta colher o depoimento do deputado estadual Campos Machado, arrolado pela defesa de Garmes mas que será ouvido na capital, em hora e data designada por ele.

Ontem, apenas o atual presidente municipal do PSDB, Gilson Rodrigues de Lima, argumentou em depoimento que “não foi apresentada qualquer motivação posterior para o pedido de desligamento” do partido por Garmes, em 2007. Mas o tucano rebate que mencionou na carta de desfiliação que a legenda agia de forma anti-democrática. “Fiquei calado para não atrapalhar e não quis sair chutando o pau da barraca para não gerar ainda mais restrições contra minha pessoa. Mas fui bastante pressionado, não só por defender meu direito de ser pré-candidato a prefeito e em favor das prévias, quanto pela defesa intransigente de somente nomear pessoas sem critério meramente político para cargos na gestão da presidência da Câmara”, contou Garmes.

Nas oitivas de ontem, os vereadores Paulo Eduardo Martins Neto (DEM) e José Carlos Batata (PT) falaram que Garmes foi pressionado a aceitar a nomeação de nomes indicados por tucanos, para a assessoria de imprensa e chefia de Gabinete. Paulo Eduardo ainda citou que Garmes ainda foi pressionado por ter nomeado, para sua assessoria pessoal de gabinete, uma pessoa filiada ao PSB, partido adversário.

O mesmo assunto foi confirmado por Batata em seu depoimento e pelo fotógrafo da Câmara, Pedro Romualdo. A assessora nomeada foi sua filha, Jaline Gilioti de Oliveira, em 2005. Dudu Ranieri também citou pressão ao então tucano. Batata e Paulo Eduardo fizeram parte da mesa diretora da Câmara quando Garmes foi presidente da Casa, em 2005-2006.

A presidência tucana mencionou desconhecer motivação posterior para o pedido de desfiliação feito por Garmes à época. Gilson Rodrigues comentou que o fato mencionado não é da minha época e, portanto, desconheço.