Em Havana, as principais atrações estão localizadas nos bairros de Havana Vieja, Centro Habana e Prado. Uma vez nestes locais, dispense qualquer outra forma de locomoção que não caminhar. Esta é a melhor forma para se conhecer a cidade. Fique atento a todo e qualquer detalhe. Os becos, as fachadas sem conservação dos pequenos prédios, os automóveis antigos, o comportamento do povo e os outdoors exaltando a revolução e criticando os Estados Unidos são atrações à parte.
Separe uma manhã para visitar o Museu da Revolução. Caminhar pelos corredores do palácio que um dia foi sede do governo de Fulgêncio é conhecer o governo do ditador e o esforço necessário por parte da revolução para depor a ditadura e devolver a dignidade ao povo. Atrás do prédio está o memorial Granma, onde está o iate de mesmo nome que levou os 81 guerrilheiros e o comandante Fidel à ilha. O ingresso custa R$ 12,00.
A Plaza de la Catedral, além da Catedral de San Cristóbal, também hospeda o bar mais famoso de Cuba, La Bodeguita del Médio, parada obrigatória para se tomar um mojito, bebida mais popular do país. A média de preço de um mojito é R$ 7,00.
A Plaza de la Revolución é o local reservado aos desfiles militares e era onde Fidel fazia seus famosos discursos durante horas. De um lado está o Memorial José Martí, herói nacional, e do outro o Ministério do Interior, que tem em sua fachada uma imensa escultura de arame de bronze de Che Guevara, inspirada na célebre foto do fotógrafo Alberto Korda.
Quando bater a fome, procure um dos diversos Paladares, restaurantes em casas particulares. Será a oportunidade de experimentar uma tradicional e legítima refeição cubana, com arroz, feijão, saladas, abacate (os cubanos adoram misturar a fruta com comida) e frutos do mar. Não esqueça de pedir uma Bucanero, cerveja cubana, para acompanhar. Ao cruzar os talheres, convide os anfitriões para fumar um charuto e aproveite para conversar e conhecer um pouco mais da forma e vida em Cuba.
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Uma justa homenagem a Che
A cidade de Santa Clara tem papel de destaque na história de Cuba e na derrubada do ditador Fulgêncio Batista. O vilarejo foi palco da batalha que marcou a vitória da revolução, em 31 de dezembro de 1958. Após a vitória dos rebeldes, o ditador fugiu para Santo Domingo.
É em Santa Clara que está o Memorial Comandante Ernesto Che Guevara. O complexo reúne um museu e o mausoléu. Logo na entrada, num local alto e de destaque, está uma estátua de bronze de Che. Abaixo, um baixo-relevo retrata cenas da batalha e os dizeres da carta de despedida antes de partir para Bolívia, onde foi morto.
O museu reúne objetos pessoais de Che e a reconstituição cronológica de sua vida. O mausoléu guarda os restos mortais do guerrilheiro e de outros seis companheiros. Morto na Bolívia em 1967, somente após 30 anos seu corpo foi devolvido ao povo cubano.
Saindo de Havana, é fácil visitar Santa Clara. Basta pegar um ônibus na rodoviária. A viagem leva quatro horas. Desta forma, é possível visitar o Memorial durante a tarde e ainda dá tempo de caminhar pelas ruas do vilarejo antes de pegar o ônibus de volta a Havana no início da noite.
Não deixe de visitar o Memorial e prestar uma justa homenagem a um dos pilares da revolução cubana.
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Um hábito difundido pelo mundo
Seguindo o ditado “ir a Paris e não ver a Torre Eiffel não é ir a Paris”, ir a Cuba e não fumar um charuto é como se não estivesse passado pela terra de Fidel. Fumar charuto é um hábito bastante difundido entre a população. Homens, mulheres e até mesmo idosos são constantemente vistos pelas ruas tragando um puro, como é chamado o charuto em Cuba.
É neste momento também, nas ruas de Havana, que os cubanos aproveitam para oferecer charutos aos turistas, claro, ao um preço bem mais atrativo que os das lojas. Apesar do valor que pode até seduzir, não vale a pena arriscar. A melhor opção é comprar nas lojas autorizadas e ter a certeza de que você está fumando um verdadeiro charuto cubano.
Um passeio obrigatório em Havana é a visita à Fábrica Partagás, a fábrica de charutos mais antiga do mundo em funcionamento. Desde a fundação, em 1845, a forma de produção é a mesma e os charutos são feitos manualmente, um a um. A visita guiada, que pode ser em inglês, espanhol ou francês, passa por todas as etapas de produção e custa cerca de R$ 20,00.
Ao término do passeio, uma loja vende as principais marcas de charutos cubanos, entre elas Monte Cristo, Romeo Y Julieta e Cohiba, a preferida de Fidel. Adquirir alguns exemplares é praticamente uma obrigação, tanto para consumo próprio quanto para presentear amigos no retorno da viagem. Vale lembrar que para trazer mais de 50 charutos é preciso uma declaração da loja estatal e será cobrado imposto ao chegar ao Brasil.