09 de julho de 2026
Internacional

Conferência da ONU elogia avanço no Iraque, mas acaba sem resolução

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Estocolmo - A comunidade internacional elogiou ontem os avanços registrados no Iraque, tanto em termos de segurança quanto de política e economia, e prometeu ampliar sua ajuda durante a primeira conferência internacional de acompanhamento da situação no país, realizada em Estocolmo.

A conferência propôs uma declaração conjunta para o perdão das dívidas do Iraque, mas não firmou nenhum compromisso com os Estados Árabes, que são as principais fontes de empréstimo.

Mais de 500 delegados de dezenas de países e organizações internacionais estiveram em Estocolmo para a conferência. Além de Ban Ki-Moon, compareceram ao encontro a secretária de Estado norte-americano, Condoleezza Rice; o ministro iraniano das Relações Internacionais, Manouchehr Mottaki e o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al Maliki.

Rice afirmou a repórteres antes da conferência que o Iraque precisa mais de assistência técnica e suporte do que de “grandes somas de dinheiro”, e incentivou os países árabes vizinhos a abrirem embaixadas em Bagdá.

A reunião teve por objetivo examinar o caminho percorrido pelo Iraque desde um plano qüinqüenal adotado em maio de 2007, em Sharm el Sheikh (Egito) pela comunidade internacional para reforçar a segurança e relançar a economia iraquiana com a promessa de anular sua dívida de US$ 30 bilhões. Os delegados presentes concordaram em realizar encontros anuais até 2012. O governo iraquiano se ofereceu a ser o anfitrião no ano que vem e realizar a conferência em Bagdá.

O primeiro-ministro iraquiano pediu que os países vizinhos perdoassem seus débitos, dizendo que ainda tem um longo caminho para a reconstrução, apesar da redução da violência.

O Iraque possui pelo menos US$ 67 bilhões (R$ 110,5 bilhões) em dívida externa, a maioria contraída durante o governo de Saddam Hussein por meio de empréstimos da Arábia Saudita, Kuait, Emirados Árabes Unidos e Qatar. Além disso, o Iraque ainda deve US$ 28 bilhões (R$ 46,2 bilhões) ao Kuait em decorrência da invasão do país.

A declaração feita ao fim do encontro de um dia em Estocolmo encorajou os países fontes de empréstimo a “considerarem a resolução das dívidas pendentes para o Iraque”.

No ano passado, a Arábia Saudita anunciou que perdoaria os débitos do Iraque, mas não implementou uma decisão. O Kuait insiste em ser ressarcido por seus prejuízos de guerra.