09 de julho de 2026
Geral

Equipamento servirá para obter outros dados

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Participar do estudo da Universidade de Hamburgo dará aos pesquisadores do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru a oportunidade de conhecer a tecnologia de ponta utilizada no monitoramento oceânico. Para o professor Roberto Vicente Calheiros, vice-diretor e coordenador de pesquisas do instituto, essa etapa será fundamental para um projeto do IPMet que tem como objetivo monitorar toda a costa brasileira.

O projeto de radares oceânicos do IPMet, coordenado por Calheiros e que ainda está sendo apreciado pela Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, do Governo Federal, prevê a implantação de uma rede de mais de 50 radares para monitoramento oceânico em toda a extensão da costa brasileira. E, de acordo com Calheiros, a iniciativa é inédita no País. “Mais uma vez o IPMet é pioneiro na pesquisa brasileira”, pontua.

Segundo o pesquisador, com a experiência que deverá ser adquirida com a parceria com a Universidade de Hamburgo, na avaliação dos parâmetros obtidos pelos radares de alta freqüência, o IPMet poderá contribuir com a navegação, preservação ambiental e na economia de todo o litoral brasileiro. “é uma pesquisa, que como todas as outras do instituto, terá retorno imediato à sociedade”, pontua.

Calheiros explica que os dados obtidos no monitoramento oceânico, o tráfego de navios pela costa, será otimizado. “Poderemos prever como estarão as correntes em determinado local, daqui quatro ou cinco horas”, exemplifica. A pesca também seria beneficiada. De acordo com o pesquisador, os pesqueiros poderão utilizar rotas mais precisas, economizando combustível. Além disso, pontos de correntes marítimas preferidos pelos peixes serão localizados com mais facilidade. “E a ainda poderemos alertar ao pesqueiro se o local está seguro para a pesca”, conta.

Outra aplicação é no combate a derramamento de óleo. “Ao saber o comportamento da corrente, poderemos identificar para onde a mancha se desloca”, destaca. O salvamento de navios à deriva também seria agilizado com o monitoramento.