Por suportar uma grande inadimplência, a Cohab deixa de construir novos núcleos por não ter capital para investir. A avaliação é do advogado da companhia, Willian Ricardo do Amaral Carvalho.
“A função aqui é tentar fazer moradia para a camada popular. Se a gente analisar todo o universo de inadimplentes, têm pessoas que até por causas menos nobres deixaram de pagar a prestação. Preferiram pagar um carro, por exemplo. Mas têm pessoas que ficam inadimplentes por uma situação de vida, que qualquer um pode passar”, comenta ele.
Porém, mesmo em fases mais difíceis e legítimas, não existe previsão legal para a interrupção do pagamento da prestação da casa. “Não tem legislação federal, nem específica do Sistema Financeiro da Habitação que permita a pessoa, frente a situação de desemprego ou doença séria, a ficar inadimplente. Infelizmente. Toda a legislação não contempla essa situação”, informa. O trâmite de uma ação judicial leva de um a dois anos.