09 de julho de 2026
Economia & Negócios

Compra de imóvel usado cresce 14%

Gabriel Ottoboni
| Tempo de leitura: 3 min

Com o aquecimento da economia, o sonho da casa própria torna-se cada vez mais realidade. De acordo com dados da Caixa Econômica Federal (CEF), houve aumento na liberação de crédito para aquisição de imóveis novos e usados no primeiro quadrimestre em relação ao mesmo período do ano passado. A Superintendência Regional da instituição em Bauru disponibilizou até abril R$ 24.914.241,50 em crédito, o que representa acréscimo de 14% sobre o mesmo período de 2007, cujo valor foi de R$ 21.813.260,98.

Houve ainda aumento de contratos de financiamento para imóveis novos (R$ 4.547.381.260,12 contra R$ 3.421.682,12 no ano passado) e leve declínio em operações para reforma e construção (R$ 15.002.501,23 contra R$ 15.037.718,67).

O gerente regional da Caixa, Olair Ribeiro Filho explica que não há uma explicação específica para o fato do consumidor dar preferência à aquisição de imóveis usados. Segundo ele, o mercado é sazonal e segue movimento observado no final de 2007. “As pessoas fazem o movimento de ir para o imóvel novo e acabam sobrando imóveis usados para vender. É uma seqüência que vai acontecendo aos poucos”, diz.

Em relação às condições de financiamento, Ribeiro explica que não há diferenças para reforma, construção e aquisição de imóveis novos ou usados. “Havia uma cota menor para financiamento de imóvel usado, que não chegava a 100%, mas isso já foi igualado e todo imóvel usado é totalmente financiado”, destaca. “A diferença que existe nas condições de financiamento é em função de valores, e não de modalidade de empréstimo”.

Para a delegada do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) de Bauru, Wânia Pôrto, a explicação são as condições de financiamento e a estabilidade econômica pela qual atravessa o País. “Muita gente que está pagando aluguel faz uma proposta e prefere comprar o imóvel onde está morando”, explica. Segundo ela, o mercado de imóveis usados - cuja procura é maior - está aquecido e aumenta gradativamente.

Taxa de juros

As condições oferecidas pelos bancos são diferenciais na hora do mutuário procurar um financiamento. O eletricitário Edmilson Mariusso Morandi, 41 anos, teve aprovado crédito de R$ 85 mil em janeiro de 2007 para dar início à construção de um imóvel. Pagará a dívida em 240 meses com taxa de 11,38% de juros ao ano. “Como já possuía o FGTS na mesma agência, nem procurei outro banco”, afirma. “Atualmente as taxas de juros estão ainda menores”, observa.

As taxas também foram um diferencial na escolha do representante de vendas César Augusto Tavares Zanardi. Para terminar a construção de sua residência, obteve crédito de R$ 116 mil, que serão pagos em 15 anos. “Além de conseguir o valor que precisava, as taxas oferecidas (11,33%) estão abaixo do mercado”, avalia. Ele acredita que, após a metade do tempo, o valor pago mensalmente irá cair pela metade, chegando a R$ 950,00.

Na Caixa Econômica Federal, é possível encontrar planos para todas as modalidades, cujo valor máximo varia de acordo com a capacidade de pagamento do cliente. O prazo máximo para quitar o financiamento é de 360 meses.