09 de julho de 2026
Geral

Água do aqüífero Guarani é mineral

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Cerca de 60% de toda água que chega às torneiras de Bauru é proveniente do aqüífero Guarani, a maior reserva subterrânea de água doce do mundo. De acordo com a química Márcia Domingues dos Santos Zanatta, 53 anos, a qualidade é a mesma da água mineral. A única diferença é que, antes de chegar ao consumidor, a água do aqüífero recebe cloro e flúor, por exigência da portaria 518/04 do Ministério da Saúde.

“Da água que retiramos do subsolo (do aqüífero Guarani) adicionamos apenas cloro e flúor e colocamos na rede de distribuição. A filtragem das impurezas é feita pela própria natureza”, comenta Márcia.

A função do cloro, segundo a química, é eliminar bactérias que possam estar na água. O flúor, por sua vez, é adicionado com o objetivo de prevenir a cárie dentária nas crianças. Márcia é a responsável técnica pelo controle da qualidade da água distribuída pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru.

O restante da água que serve a cidade vem do rio Batalha, onde o índice de impurezas é muito superior. Por conta disso, além do cloro e do flúor, são adicionados também sulfato de alumínio e cal hidratado para ajudar na purificação da água. Há ainda o uso de carvão ativado para eliminar gosto e odor.

Segundo Márcia, todos os meses o DAE monitora 235 pontos de distribuição de água pela cidade. As análises são feitas no próprio laboratório da autarquia. O monitoramento da água distribuída pelo DAE é feito mensalmente também por uma equipe da Universidade de São Paulo (USP).

De acordo com a dentista Marília Afonso Rabelo Buzalaf, 37 anos, que estuda bioquímica e faz parte do grupo, a água consumida em Bauru é de boa qualidade. Segundo ela, o nível de flúor obedece às recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O excesso de flúor na água pode causar fluorose, que são manchas, em geral esbranquiçadas, que aparecem nos dentes. O flúor está presente também na maioria das águas minerais, às vezes em um nível superior do que é encontrado na água de torneira, segundo Marília.

Exagero

Até mesmo o consumo exagerado de água pode ser prejudicial à saúde. O alerta é do urologista Carlos Alberto Gobbo. De acordo com ele, o excesso de água no organismo faz com que o citrato seja eliminado em grande quantidade pela urina e a carência dessa substância pode favorecer a formação de cálculos renais.

Segundo ele, o ideal é consumir de três a quatro litros de água por dia, mais do que isso é exagero. “A não ser que a pessoa transpire muito durante o dia. Neste caso, a reposição tem de ser maior. Caso contrário, não”, orienta.