10 de julho de 2026
Esportes

Estádios distritais: Gramados passam a ser preocupação dos times

Gabriel Pelosi
| Tempo de leitura: 2 min

Depois de muita discussão sobre a segurança nos estádios distritais e o fechamento do Toninho Guerreiro e do Milagrão, os campeonatos amadores passaram a se concentrar em apenas cinco dos nove campos disponíveis em Bauru. Apenas dois dias na semana eles não são utilizados. Com essa sobrecarga, o gramado passou a ser preocupação para os clubes.

Para se ter uma idéia, durante a semana - de terça a quinta -, os campos recebem alunos das escolinhas de futebol da prefeitura de manhã e à tarde. Aos sábados, os estádios são utilizados para a disputa das Copas Big Boys e Golden Master e a Segunda Divisão da Liga Bauruense de Futebol Amador (LBFA). Aos domingos ocorrem os Campeonatos da Primeira Divisão da LBFA e da Liga Regional de Futebol de Bauru (LRFB).

Com o imbróglio da segurança dos distritais, o Ministério Público liberou apenas o Padilhão, da Vila Giunta, o Galvão de Moura, do Gasparini, o José Spectic, da Vila Dutra, o Horácio Cunha, da Bela Vista, e o Nelson Reginato, do Redentor. Em anos anteriores, as competições ocorriam também no Toninho Guerreiro, do Mary Dota, no Milagrão, da Nova Esperança, e o Edson Leite, da Vila Santista.

Segundo o presidente da LRFB, Maurício Nascimento, o gramado passa a ser preocupação para a seqüência do campeonato. “Sem dúvida nenhuma, o gramado sofrerá com a sobrecarga de uso e, conseqüentemente, a qualidade do futebol será prejudicada”. Já Valdecir Novaes da Silva, o popular Branco, diretor do clube Parquinho, aponta outra preocupação. “Com o gramado prejudicado, a terra fica muito dura e seca. Por conta disso, durante os jogos, alguns jogadores podem acabar se contundindo. São muitas atividades ocorrendo nesses campos. Para se ter uma idéia, só a Copa Big Boys tem mais de 150 equipes. É uma situação complicada”, afirmou Branco.

Por outro lado, a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Semel) defende a tese que os gramados sempre sofreram com o uso excessivo e que essa demanda ainda maior não será problema. “Sempre tivemos muitas atividades nos campos e isso não é problema. No início do ano, o gramado não teve atividades e a grama se recuperou. Toda semana, temos dois dias (segunda e sexta-feira) que os campos não são utilizados, são nesses dias que os caseiros molham e às vezes adubam o gramado. Nossa preocupação é no tempo de seca, quando chove pouco”, afirmou o diretor de esportes Marco Antônio Grassi.