O Noroeste entra hoje em sua terceira semana de preparação para a Série C do Campeonato Brasileiro, onde tem estréia marcada para dia 6 de julho diante do Tupi-MG, às 16h, no estádio Alfredo de Castilho. Paralelamente à Série C, o Norusca disputará a Copa FPF. O primeiro jogo será no dia 19 de julho, em Lins, contra o Linense.
Neste período de treino, o técnico Luís Carlos Martins procurou mesclar trabalhos técnicos, com os treinos físicos dos jogadores, comandos pelo preparador físico Ademir Affonso. O treinador noroestino herdou uma base do elenco que disputou o Campeonato e recebeu dez reforços até a última sexta-feira.
Chegaram ao Alfredão o goleiro Alexandre Villa, o lateral-direito Wanderson Cafu, os zagueiros Gilmak, Pablo e Matheus, o lateral-esquerdo Márcio Loyola, os meias Piva e Éder Richartz e os atacantes Alessandro Cambalhota e Jessé.
Nos próximos 15 dias, o técnico do Norusca pretende aprofundar suas análises do elenco e selecionar os jogadores que comporão o time para o segundo semestre. O treinador pretende trabalhar com um grupo em torno de 30 atletas.
Em conversa com o Jornal da Cidade, Martins revelou como vai preparar a equipe para Série C, como a Terceirona tem que ser encarada, lembrou de sua experiência no campeonato, com acessos, e deixou um recado claro: “Vai jogar aquele que estiver melhor”. Leia a seguir os principais trechos da entrevista:
União, superação e equilíbrio
“Tem de mentalizar, tem que trabalhar em cima de grupo, em cima de união, de superação e é isso que estou procurando passar para estes jogadores. Tem alguns que já permaneceram do ano passado e alguns que chegaram. Quando cheguei já tinha alguns jogadores contatados pela diretoria e não coloquei obstáculo. O que disse é que não conhecia e que, se chegasse aqui, iria fazer parte do grupo da mesma maneira. Logicamente, no dia-a-dia vou tirando as minhas conclusões e, na hora do jogo, dos 90 minutos, vou procurar fazer a melhor formação. E os jogadores, no pouco tempo que estou aqui, já sentiram que vamos trabalhar em cima dessa união, de superação e muito equilíbrio.”
Observações
“Já estamos trabalhando com bola, a parte técnica, a parte de fundamento. Mais perto da competição já vou entrar na parte tática. Mas, para entrar na parte tática, precisa conhecer o grupo, a característica dos jogadores, a maneira que bate na bola, a maneira que domina, a resistência orgânica, a impulsão de cada atleta. Então, vou conhecendo os jogadores, a personalidade como homem, a personalidade como atleta. É isso que costumo fazer nas equipes que passo. No Noroeste não vai ser diferente. Vou sentindo a equipe, tirando minhas conclusões e procurando definir o time para a estréia.”
Parte coletiva
“Não vai ter problema em função da maneira que trabalho com bola. Talvez nós tenhamos de dois a três jogos-treinos. Mas não me preocupo muito com este detalhe, porque jogos-treinos, às vezes, em vez de ajudar acabam atrapalhando. Principalmente em matéria de contusão. Mas dentro dos treinamentos táticos e técnicos, nas equipes onde trabalhei, não houve dificuldade.”
Pré-temporada em casa
“Todo mundo acha que treina só quando faz coletivo ou jogo-treino. É completamente diferente. Hoje, você tem que trabalhar a parte técnica, a parte tática, de posicionamento e isso já estamos fazendo. Já estamos no período de uma pré-temporada, só não estamos longe de Bauru. O campeonato parece que está longe, mas não está. São 40 dias.”
Titulares
“Para jogar é momento, vai jogar aquele que estiver melhor. Mas aqui não temos titular absoluto, temos grupo, tanto os mais experientes quanto os jovens sabem disso.”
Adaptação
“Vamos trabalhar e eu, como treinador, espero que a equipe reaja bem. É lógico que são jogadores novos, jogadores que chegaram e estão conhecendo o clube agora, conhecendo a cidade e estou passando para eles o que é o Noroeste e o que é a cidade. A parte técnica e a parte tática não tem problema, porque tenho minha maneira de trabalhar e todos os jogadores que trabalharam comigo assimilam o mais rápido possível. Futebol não adianta inventar. Futebol tem que ser sério, com os pés no chão, não fugir das características dos atletas. Hoje, os jogadores têm que trabalhar em uma, duas funções e você tem de modificar a equipe dentro de campo, no posicionamento, sem mexer no banco de reservas.”
Experiência na Série C
“Temos que estar preparados e conscientes do que é uma Série C. Já disputei duas vezes e, graças a Deus, as duas vezes fui muito feliz. Subimos com o América e o Santo André. É uma competição em que o lado psicológico influencia muito, porque é tiro curto: quadrangular, saem dois e permanecem dois.”