08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Paulo Lauris


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Quando esse ilustre advogado, como tantos outros que emprestaram seu talento ao Legislativo bauruense, ocupou a Consultoria da Câmara, entre 1997 a 2001, permitiu-me com ele conviver profissionalmente e aproveitar muito de seu conhecimento jurídico.

Agora, em exposição até o final do mês na FM-94, ele revela o seu talento de escultor da modernidade, utilizando madeira e sucatas para expressar-se nessa difícil arte.

No livro que escrevi sobre a Vila Falcão, narro que Paulo Roberto Lauris nasceu em Agudos no dia 4 de agosto de 1952, filho de Aristides Lauris e Ayda Pereira Lauris. Seu pai, de ascendência austríaca, veio para aquela cidade com a finalidade de trabalhar na Cervejaria Vienense. Sem sombras de dúvidas, foi dele que Paulo, hoje cervejeiro por excelência, herdou esse dom. Sua mãe, Ayda Pereira Lauris, filha do português Antonio Pereira e dona Alice Cabane Pereira, residia na Vila Falcão. Com os irmãos Márcia Cristina e José Roberto, a partir dos seus seis anos, Paulo passou a residir na Avenida Alfredo Maia, nº 3-36, ao lado da Serraria Brasil, de seu avô.

Avô marceneiro que importava vinho português em tonéis de carvalho, engarrafando-o em Bauru, antes de sua regular distribuição. Nessa atividade, cabia a Paulo a tarefa de higienizar as garrafas com a colocação de grãos de milho com água na garrafa e depois de bastante agitação das mesmas, eram colocada para secar antes de receber o vinho.

Paulo tem sua formação educacional bem bauruense: primário no Grupo Escolar “Henrique Bertolucci”, na Vila Independência, ginasial no Instituto de Educação “Ernesto Monte” e colegial no Colégio Técnico da Fundação Educacional de Bauru. Obteve o bacharelato em Direito em 1978, na Faculdade de Direito da Instituição Toledo de Ensino, onde lecionou durante três anos.

Na Ordem dos Advogados do Brasil, tem função como membro do seu Tribunal de Ética e Disciplina. Como palestrante em assuntos constitucionais, freqüentou salões de conferência de cidades do nosso Estado e de outros, bem como também de Orlando, na Flórida. É advogado militante, com escritórios em Bauru e em São Paulo.

Com tanto sucesso na vida profissional, do escultor nada impede tomarmos um trecho da curadoria que apresentou seus trabalhos de escultura, quando manifesta que eles “ganham uma nova densidade plástica e em alguns trabalhos, pintura, modificando de forma essencial cada exemplar. Esse colorido ordena e simplifica a composição evidenciando ainda o equilíbrio entre os fatores plásticos e cromáticos. Ele se deixa dominar pela configuração da substância empregada processando uma interação entre a obra de arte e a realidade resolvendo concretamente a contradição entre forma e conteúdo. Ao encontrar uma solução dialética entre esses dois opostos, demonstra que a arte é a única atividade extraindo forças propulsoras e semeando raízes vitais na história da humanidade.” Vale a pena conferir no Espaço “Leônidas Simonetti”, da FM 94.

Irineu Azevedo Bastos