08 de julho de 2026
Esportes

Tênis

Por Texto - Gabriel Pelosi | Consultor - Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 4 min

‘Secou’ o amigo

Comentando sobre fatos de tempos atrás, o francês Yannick Noah, campeão de Roland Garros em 1983, disse na semana passada, em Paris, que não estava preparado para o sucesso repentino e, quando foi campeão do Aberto da França, seu número de telefone ainda constava na lista. Em 1998, Noah admitiu que desejou desesperadamente não ser destronado do posto de último francês campeão de Roland Garros quando Henri Leconte (seu amigo e parceiro de Davis) chegou à final, mas perdeu para o sueco Mats Wilander. “Rezei literalmente para ele perder. Não dormi por dois dias antes da decisão. Queria que ele morresse. Não queria que ele vencesse. Não queria que um francês saísse campeão”, disse Noah. Agora ele diz que esse sentimento passou e torce para que um compatriota venha a ser campeão de Roland Garros. O fato narrado pelo francês não é nada do outro mundo. Constantemente vemos ‘amigos’ torcendo um contra o outro disfarçadamente. Como não conseguem vencer, acham que a derrota do amigo vai diminuir seus maus resultados ou sua mediocridade.

Jauense em Roland Garros

O tenista de Jaú, Henrique Cunha, depois da vitória no domingo de José Pereira Júnior, se tornou ontem o segundo brasileiro garantido na segunda rodada da chave juvenil de Roland Garros, o segundo Grand Slam da temporada. Atual número seis do ranking da Federação Internacional de Tênis (ITF) e quinto cabeça-de-chave em Paris, o jauense levou um susto, mas passou pelo australiano Jared Easton por 7/6 (7/0), 4/6 e 6/3. O brasileiro chegou a liderar a partida no segundo set por 3/0, mas deixou o oponente virar. Henrique enfrenta hoje, o francês Antoine Feret (que entrou como convidado da organização) por uma vaga nas oitavas de final.

Voltando ao circuito

Além das boas atuações de Thomaz Bellucci e Marcos Daniel, ultimamente os brasileiros têm mais um bom motivo para comemorar. O paulista Flavio Saretta está recuperado da lesão no cotovelo e está inscrito no Challenger de Braunschweig (ALE), que começa no dia 16 de junho. Atualmente, Saretta ocupa a 507ª colocação do ranking mundial, o que não o possibilitaria de participar de torneios desse porte. Mas o brasileiro vai utilizar o ‘ranking protegido’ (norma da ATP), pois ficou mais de seis meses afastado das quadras por contusão. Com isso ele joga como se fosse o 136º do mundo (posição que estava quando se contundiu). No ano passado, ele esteve entre os 100 melhores e foi campeão Pan-Americano. Seu melhor ranking foi 44º, alcançado em 2003.

Nova atração

Ex-rei do saibro na década de 90, o austríaco Thomas Muster é a nova atração do Grand Champions Brasil, etapa do circuito de veteranos da ATP disputada em São Paulo. Muster vai substituir o sueco Anders Jarryd na competição entre 19 a 22 de junho, que mudou de local e será realizada agora no World Trade Center de São Paulo, e não mais no Ginásio do Ibirapuera. Jarryd disse que tinha outros compromissos na data do evento, que foi postergada de maio para junho devido à lesão nas costas de Pete Sampras. Muster e Sampras brigaram pela primeira posição do ranking mundial e revezaram-se no posto em 1996. A troca de jogador acabou sendo boa, pois o austríaco está em boa forma. Venceu em maio o torneio de Roma e, mesmo quando jogava no profissional, era infinitamente melhor que o sueco Jarryd. Os outros participantes são: o chileno Marcelo Rios, o espanhol Sergi Bruguera, o sueco Mikael Penfors e os brasileiros Jaime Oncins e Fernando Meligeni. A estrela maior do torneio é o americano Pete Sampras.

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Dica

Para os iniciantes e intermediários, um dos adversários mais difíceis é o levantador de bolas, ‘baloeiro’. Sua única jogada é bater bolas altas (normalmente fundas) e, se você não tiver uma boa estratégia, poderá sair derrotado. A maioria dos ‘baloeiros’ adotam esse estilo de jogo por não sentirem confiança em executar outro tipo de jogo. Para vencê-lo, você tem duas alternativas: 1ª - Procure movimentá-lo de um lado a outro até que te sobre uma bola mais curta, dando a oportunidade de ir à rede. Quando estiver lá, você perceberá que ele normalmente tenta o ‘lob’ (bola por sobre a cabeça), ao invés da passada (por ser uma jogada defensiva). E você sabendo disso, antecipadamente, terá facilidade para o ‘smash’ (golpe dado por sobre a cabeça). 2ª - Tente tirá-lo do fundo (da quadra) com bolas curtas, o que fará com que ele tome uma atitude mais agressiva e tenha de vir à rede. Eles, quando são tirados de suas características, geralmente cometem erros.

Curiosidade 1

O capitão da equipe de futebol alemã Michal Ballack é o atleta mais popular entre os alemães, mas a ex-tenista Steffi Graf foi eleita a melhor atleta alemã da história. Segundo a pesquisa, 20,9% dos entrevistados disseram que Ballack é o atleta mais popular no momento, à frente do goleiro Oliver Kahn, recém-aposentado. Mas Graf, vencedora de 22 Grand Slams, é a melhor da história na opinião de 12,2% dos entrevistados, superando astros como o ex-futebolista Franz Beckenbauer (6,9%) e o heptacampeão mundial de Fórmula 1, Michael Schumacher (6,3%). O ex-tenista Boris Becker apareceu em quinto lugar (5,3%).