São Paulo - O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), divulgou nota ontem na qual nega que o Diretório Nacional do partido tenha autorizado uma aliança informal com o PSDB em BH para as eleições municipais de outubro.
Na nota, disse que o diretório não debateu o assunto e que não houve “nenhum apreço” por alianças informais que não fiquem transparentes para os eleitores.
Na sexta-feira, o Diretório Nacional do PT decidiu manter o veto à aliança entre petistas e tucanos. No entanto, nos bastidores foi negociada a recomendação para que o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), aceite o apoio informal do governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), à chapa encabeçada por Márcio Lacerda (PSB).
Segundo Berzoini, não é verdade que o Diretório Nacional tenha revogado o veto da Executiva Nacional à aliança. O presidente petista disse que as deliberações anteriores da executiva do partido serviram de base política e jurídica para a decisão do diretório.
“Ao recomendar aos companheiros de Belo Horizonte que voltem a discutir e deliberar sobre o assunto, o Diretório Nacional nada mais fez do que somar, às decisões da executiva, um gesto de cordialidade e gentileza para com os defensores da coligação, de maneira que o Diretório Municipal de BH possa adequar-se às decisões nacionais por sua própria deliberação, sem a necessidade de medidas estatutárias.”
Dirceu
Apesar de Berzoini negar o acordo para o apoio informal do PSDB, o ex-ministro José Dirceu disse que o Diretório Nacional do PT fez um “bom acordo” com o prefeito Fernando Pimentel para manter a chapa PSB-PT sem a adesão formal do PSDB.