09 de julho de 2026
Nacional

Vacina para poliomielite é única proteção para doença

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - No próximo sábado, toda criança com menos de 5 anos deve ser vacinada contra a poliomielite, doença conhecida como paralisia infantil. A vacina, chamada Sabin, é aplicada em gotas.

No Estado de São Paulo haverá 18,2 mil postos de vacinação, que funcionarão das 8h às 17h. A expectativa é de atender pelo menos 2,9 milhões de crianças - existem 3,08 milhões nessa faixa etária em todo o Estado.

A doença está erradicada do Brasil -o último caso foi registrado em 1989, na Paraíba.

No Estado de São Paulo, o caso mais recente ocorreu em 1988, em Teodoro Sampaio (653 km de SP). Apesar disso, é preciso se proteger, porque quatro países ainda têm focos da doença - Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão. Em 2007 foram registrados cerca de 1.300 casos de polimielite em todo o mundo.

Muita gente que mora nesses países ou os visitou viaja para o Brasil e pode transmitir o mal.

Quem viajar daqui para lá também precisa ter cuidados especiais - em São Paulo, o ambulatório de viajantes dos hospitais das Clínicas e Emílio Ribas prestam orientações.

A poliomielite é causada por três tipos de vírus da mesma família. Toda pessoa contaminada expele esse micróbio pelas fezes e a transmissão ocorre quando alguém tem contato com elas e depois permite que o vírus chegue à boca - após pegar um objeto contaminado pelas fezes, põe a mão na boca.

O vírus dissemina-se pela corrente sangüínea e chega ao sistema nervoso. Os primeiros sintomas são febre, náuseas, vômitos e dor abdominal.

Mas cerca de 90% das vítimas não desenvolvem praticamente nenhum sintoma. Outros 5% têm meningite - inflamação das meninges, membranas que envolvem o encéfalo e a medula espinhal-, doença que, se for tratada adequadamente, não representa risco à saúde.

O problema é que os demais contaminados pelo vírus da poliomielite -de 1% a 5% do total- têm paralisia, que normalmente atinge uma das pernas. A paralisia pode até matar. A doença é mais comum em crianças -daí ser conhecida como paralisia infantil-, mas também pode atingir adultos. Mas eles não precisam ser vacinados, porque são protegidos pela eliminação do vírus entre as crianças.