11 de julho de 2026
Nacional

Secretaria confirma morte por febre amarela em São Carlos

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Carlos - A segunda morte por febre amarela no Estado de São Paulo foi confirmada ontem pela Secretaria Estadual de Saúde. A primeira havia sido divulgada na última sexta-feira. Havia oito anos que não ocorria nenhum caso. Sandro Vivaldini, 39 anos, morava na zona rural de São Carlos (232 quilômetros de SP), próximo à Estação Ecológica de Jataí, sentiu-se mal no dia 23 de maio e foi atendido inicialmente em um posto de saúde de Rincão. Levado a Araraquara (273 quilômetros de SP), morreu três dias depois.

A primeira morte causada pela doença ocorreu também no Interior. O pedreiro Roberto Baptista Pires, 39 anos, morava em Cravinhos (292 quilômetros de SP), mas, três dias antes de morrer, passou pela estação ecológica vizinha de Vivaldini. Pires morreu em 26 de abril, no hospital Beneficência Portuguesa, em Ribeirão Preto (313 quilômetros de SP) - que foi nebulizado ontem.

Os dois casos acenderam o alerta na Secretaria de Estado e no Ministério da Saúde. Representantes dos dois órgãos se reuniram na tarde de ontem para traçar um plano de combate à doença na região.

A primeira medida, no entanto, já havia sido adotada no sábado: agentes da saúde iniciaram a vacinação da população que mora em um raio de 30 quilômetros da estação de Jataí, alcançando dez cidades, entre elas Luiz Antônio - a maior parte da mata fica nesse município. Técnicos da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) e do Instituto Adolf Lutz capturaram na área mosquitos para análise.

A entrada na estação, que tem sítios e mata, está condicionada pela Prefeitura de Luiz Antônio à apresentação do cartão de vacinação comprovando a imunização. Outra opção é a pessoa assinar um termo de responsabilidade assumindo os riscos da contaminação.O ministério deve alterar a classificação das cidades próximas à estação como locais endêmicos (com risco de contaminação). Atualmente, a região é classificada como “em transição”, ou seja, local onde a circulação de vírus ocorre esporadicamente. Na prática, essa classificação é direcionada a viajantes, que recebem a orientação de se vacinar antes de se deslocar para os locais endêmicos.

Além das mortes, a região tem mais duas pessoas sob suspeita de terem sido contaminadas.