Botucatu - Está preso no Centro de Detenção Provisória 2 (CDP) de Guarulhos Fernando Souza Silva, 26 anos, acusado de estupro, atentado violento ao pudor e tentativa de homicídio contra uma menina de 3 anos em outubro do ano passado, em Botucatu (100 quilômetros de Bauru). Na época, Silva teve sua prisão temporária (30 dias) decretada pela Justiça da Comarca de Botucatu. Foragido desde então, ele foi detido sem documentos por policiais militares no município de Guarulhos, no último dia 3.
O delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Botucatu, Celso Olindo, explica que Silva não portava documentos no momento da abordagem policial e apresentou um nome falso aos policiais. “Ele acabou falando a verdade”, conta. O delegado diz que há possibilidade do acusado prestar depoimento em Botucatu.
Segundo matéria do JC, na época, a delegada Rose Mary Ribeiro Dias, titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Botucatu, contou que Silva vinha espancando a criança há algum tempo. Ele era amásio da avó da menina, Sidneia de Proença da Silva, 36 anos, que tinha a guarda da criança.
Violência familiar
Olindo explica que o possível comportamento de conivência de Sidneia em relação às agressões de Silva estão sendo apurados. A avó chegou a ser presa na época do crime, porém foi libertada.
“Ela ainda pode ser presa novamente. Se é que houve participação dela, isso ainda precisa ficar comprovado”, explica o delegado.
A situação de violência continuada sofrida pela menina, em residência do Distrito de Rubião Júnior, ganhou outro rumo no dia 16 de outubro do ano passado. A delegada relatou ao JC que o acusado não conseguiu mais ocultar o crime e abusou da menina, conforme comprovaram as lesões na região anal e vaginal da criança.
Seqüelas
A violência cometida contra a menina e o risco de morte mobilizou a cidade que acompanhou o caso imaginando que ela morreria em conseqüência dos ferimentos. A criança sobreviveu após ficar internada mais de um mês no Hospital das Clínicas da Unesp de Botucatu. Olindo relembra que a menina de 3 anos foi estuprada e em seguida sofreu espancamento, o que provocou traumatismo craniano, fratura de costela, perfuração de pulmão e fratura na perna direita.
“O pior de tudo é que ela ficou com uma deficiência mental permanente. Devido ao traumatismo crânio encefálico, ela não enxerga, não conversa, não anda”, relata.
A criança estava sob responsabilidade da avó após ser deixada pela mãe. O inquérito policial foi feito pela DDM e faltava ouvir Silva, que estava foragido. Em caso de condenação, o acusado pode ser condenado de 12 a 30 anos de prisão, segundo Olindo.