Islamabad - Um ataque aéreo americano matou 11 soldados paquistaneses e feriu 9 em um posto de controle na fronteira com o Afeganistão, acirrando tensões entre Washington e Islamabad, um aliado estratégico na guerra ao terror promovida pelos EUA. O incidente, na noite de anteontem, provocou ontem protestos enérgicos do Paquistão, que ameaçou rever a cooperação com a Casa Branca.
“O ataque não provocado foi uma clara violação da fronteira internacional entre Paquistão e Afeganistão’’, afirmou a Chancelaria paquistanesa, que convocou a embaixadora americana Anne Patterson para manifestar seu descontentamento. Para o Exército do país, o bombardeio aliado “atinge as próprias bases da cooperação e do sacrifício com o qual soldados paquistaneses estão apoiando a coalizão (liderada pelos EUA) na guerra ao terror’’.
Versão americana
Os Estados Unidos qualificaram ontem de “lamentável incidente” a morte dos soldados paquistaneses, em bombardeio americano, e expressaram seu “pesar” pelas mortes.
Gonzalo Gallegos, porta-voz adjunto do Departamento de Estado americano, disse que o resultado da operação militar - segundo os EUA, em resposta a ataques de insurgentes - demonstra que “é vital” que haja uma melhor comunicação fronteiriça entre as forças.
“É um lamentável incidente. Entristece-nos a perda de vidas no Exército paquistanês, que é um aliado na luta contra o terror”, disse Gallegos.