10 de julho de 2026
Geral

Centrinho substitui raio-X por aparelho de imagens digitais

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Um novo equipamento de raios-X, de tecnologia digital, inédito em instituições hospitalares da região de Bauru, permitirá ao Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (USP), o Centrinho, substituir o tradicional modelo de radiografias por imagens manipuladas diretamente em um sistema de computador. O aparelho Kodak 8000C, de última geração, foi adquirido por R$ 120 mil, recursos viabilizados pelo Projeto Flórida, parceria entre a instituição bauruense e a Universidade da Flórida, nos Estados Unidos.

Na prática, o novo equipamento dará mais qualidade aos exames ao substituir o sistema tradicional que apresenta o resultado da radiografia em uma película de poliéster (tipo de plástico), também chamado de filme radiográfico. Por ser digital, o aparelho disponibilizará as imagens diretamente no sistema de informática hospitalar utilizado no Centrinho e os profissionais terão acesso por meio de seus computadores.

Outra vantagem do equipamento é a segurança que oferece ao paciente por expô-lo à radiação por um tempo inferior ao sistema tradicional. “A exposição se dará uma única vez e por apenas uma fração do tempo necessário para exposições convencionais ou não-digitais”, explica o cirurgião-dentista Carlos Alberto Carvalho Pires, responsável pela área de radiologia do Centrinho. O resultado é a redução do risco de imagens borradas e o aumento do conforto dos pacientes.

O Laboratório Radiográfico do Centrinho realiza anualmente mais de 12 mil exames de diagnóstico por imagem. Com quatro décadas de atuação, o hospital recebe diariamente cerca de 200 pacientes em seu ambulatório somente na área de anomalias craniofaciais, na qual é pioneiro no país e referência na América Latina.

“Estamos contentes pela chegada deste equipamento que proporcionará a realização de radiografias dos pacientes do Centrinho com qualidade de última geração”, afirma a fonoaudióloga Maria Inês Pegoraro-Krook, coordenadora do Projeto Flórida. A parceria já passa de uma década e o projeto é um trabalho conjunto entre o Centrinho e a Universidade da Flórida.

Basicamente, a parceria consiste na avaliação e comparação de diferentes técnicas cirúrgicas aplicadas a pessoas com fissuras labiopalatinas. O objetivo é identificar qual das técnicas é a mais adequada e qual apresenta melhor resultado para a fala e audição no pós-operatório. Os resultados vinculados ao projeto são apresentados em importantes congressos da área de saúde.