08 de julho de 2026
Geral

Sindicato repudia

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos e Serviços de Saúde de Bauru (Seessb) repudia as afirmações feitas por médicos da Maternidade Santa Izabel, publicada na edição de ontem do JC, quanto à qualificação dos funcionáriosda unidade, apontada pelos pediatras como deficitária.

De acordo com a assessoria de imprensa, o sindicato não pretende entrar na discussão dos médicos e da Associação Hospitalar de Bauru (AHB), mas concorda que os salários pagos a todos são baixíssimos. Ainda assim, reitera a discordância em relação à posição dos médicos que, em documento enviado a vários órgãos públicos, apontam o serviço de enfermagem como deficiente no que diz respeito à capacitação.

“A Maternidade Santa Izabel tem enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem de excelente qualidade. Profissionais experientes e capacitados a desenvolver suas funções. Se não fossem esses profissionais, a situação “caótica” apontada pelos médicos poderia ser bem pior”, informa nota enviada à Redação.

Se a Maternidade Santa Izabel ainda está prestando atendimento à comunidade é graças as esses profissionais, que dão o máximo de si por seu trabalho, acrescenta o sindicato por meio da assessoria de imprensa. Para o sindicato, desprestigiar o trabalho desses funcionários chega ser uma afronta, porque sem eles os médicos não conseguiriam desempenhar suas funções adequadamente.

“Os médicos têm o direito de reivindicar melhorias, bem como os enfermeiros, auxiliares, técnicos de enfermagem e os demais funcionários do hospital. Mas nem por isso, os médicos têm o direito de desmerecer e desprestigiar o trabalho de pessoas que estão passando por situação idêntica ou até pior do que as deles, enfatiza a nota.

Segundo o texto, o sindicato concorda com o superintendente do AHB, Reinaldo Rocha, quando ele afirma que todos os profissionais, inclusive médicos, estão habilitados no ponto de vista documental e, que, tecnicamente também tem médico ruim.

“Mas nunca usamos esse argumento nas nossas reivindicações. Em nome de todos os trabalhadores da Maternidade Santa Izabel, repudiamos o pronunciamento feito no documento redigido pelos médicos. Eles devem desculpas aos trabalhadores”, conclui.

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‘Ninguém é incompetente’

Em trecho do documento enviado pelos pediatras a diversos órgãos públicos consta que o serviço de enfermagem é deficiente no que diz respeito a enfermeiros e técnicos, quer em número como em capacitação. A informação resultou numa carta dos profissionais citados, dirigida à direção clínica, reivindicando retratação por parte dos médicos.

Eles, no entanto, garantem que em nenhum momento tiveram a intenção de classificá-los de incompetentes. A dificuldade, acrescentam, é que parte dos enfermeiros e técnicos contratados são recém-formados, sem vasta experiência.

Com o passar do tempo, se desenvolvem como bons profissionais e, como os salários são baixos, na primeira oportunidade, deixam a instituição, que sofre com a alta rotatividade de funcionários.