10 de julho de 2026
Nacional

Furtos e roubos de obras expõem fragilidade em segurança de museus

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

São Paulo - No dia 20 de dezembro do ano passado, em uma ação que durou três minutos, criminosos levaram duas das mais importantes obras do acervo do Museu de Arte de São Paulo (Masp) - “Retrato de Suzane Bloch”, de Pablo Picasso, e “O Lavrador de Café”, de Cândido Portinari.

O furto expôs a fragilidade da segurança do museu, que tem um conjunto de obras de arte avaliado em cerca de US$ 1 bilhão. Não havia alarme, sensor ou seguro para as obras. Após a ocorrência, o museu reforçou a segurança do prédio.

Depois de sete dias de investigação, a Polícia Civil chegou aos quadros que estavam em uma casa em Ferraz de Vasconcelos (Grande São Paulo). Foram presos Francisco Laerton Lopes de Lima, 33 anos, Robson de Jesus Jordão, 33 anos, Alexsandro Bezerra da Silva, 31 anos, e Moisés Manuel de Lima Sobrinho, 25 anos, suposto mentor do crime.

No mês de agosto do ano passado, o Museu do Ipiranga sofreu um furto de 900 peças de seu acervo de numismática (moedas e notas em dinheiro). O furto foi o maior já ocorrido com peças do museu desde século 20, segundo sua administração.

As peças foram levadas de um setor fechado, onde o público em geral não tem acesso. Somente pesquisadores e funcionários entram nessas dependências. As áreas onde houve o furto não têm câmeras de vigilância e o autor do crime não deixou pistas.

No mês seguinte, a Polícia Civil encontrou 50 das peças roubadas com colecionadores da SNB (Sociedade Numismática Brasileira), com sede no centro da cidade. As moedas e notas encontradas foram vendidas aos colecionadores. Ninguém foi preso.

Rio

Em fevereiro de 2006, cinco homens armados levaram quatro telas do Museu Chácara do Céu, que fica no bairro de Santa Teresa, no Rio.

As obras roubadas foram: “Homme d’une complexion malsaine écountant lê buit de la mer” ou “Les deux balcons”, de Salvador Dali, “Lê Jardin du Luxembourg”, de Henri Matisse, “La Danse”, de Pablo Picasso, e “Marine”, de Claude Monet.

Os vigilantes do museu foram rendidos pelos criminosos, além de outras oito pessoas que visitavam o local. O Museu Chácara do Céu é vinculado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pertence há 23 anos ao Ministério da Cultura.Em setembro do mesmo ano, o Arquivo Geral da Cidade do Rio, também constatou o furto de obras de Debret. Segundo a prefeitura, 87 pranchas de gravuras do artista foram levadas, além de uma coleção de 227 estudos do pintor Lúcio de Albuquerque.

No último dia 5 a Polícia Federal anunciou que está investigando o sumiço de cinco peças históricas do Mosteiro de São Bento, no centro do Rio.

A mais valiosa é uma imagem em madeira do século 19, representando a Esperança. As demais peças são dois cálices e dois discos de prata usados para colocar a hóstia durante a missa. O roubo provavelmente aconteceu entre 2006 e 2007, durante uma reforma no mosteiro, mas só agora foi notado.

No site do Iphan há uma lista, com fotos, dos bens roubados no País. Denúncias podem ser feitas para o endereço eletrônico ouvidoria.6sr@iphan.gov.br.