08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Nossa PM é nota 10


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Hoje (ontem), ao ler as cartas desse nosso democrático espaço, me deparei com a carta de Aelton Aquino, estudante de Jornalismo, e me lembrei do quanto ouvimos, da população de modo geral, sobre a falta de ação de todos frente aos menores que tomaram nossa ruas. O missivista parece ter uma noção um tanto distorcida sobre fatos como esse, além de uma falta terrível de visão analítica. Não sou Policial Militar, mas tenho certeza que a cavalaria não foi chamada para atender essa ocorrência, assim como as viaturas; em dias de grande movimento é muito comum eles estarem ali pela região por solicitação do próprio comércio. Aelton, essas crianças normalmente tem entre 8 a 12 anos, apesar de aparentarem menos, por conta de sua infeliz condição, se os pais se permitem atirá-las na rua, imagina o que se faz com sua alimentação. Quando são abordados imediatamente se atiram ao chão aos gritos, simulando uma agressão não verdadeira. São muito bem treinados, já testemunhei várias vezes esse comportamento. Ao serem abordados pelo conselho tutelar, costumam atacar a(o)s conselheira(o)s às dentadas ou de formas ainda pior, precisa-se ter um enorme cuidado, pois não obstante sua aparente fragilidade, são especializados em evasão, já que seus pais podem perder as benesses hipócritas que lhe são distribuidas por meios de programas sociais.

Se você, caro Aelton, ficou estarrecido com tais cenas... ficaria ainda mais ao ver essas mesmas crianças entregando aos pais ou irmãos mais velhos o produto de seu “trabalho”. De forma alguma aceitaria uma agressão a essas crianças mal-assistidas, tanto que nada li em sua carta sobre a PM estar surrando-os, mas dar nota “0” aos policiais? De um dos mais premiados Batalhões do Estado de São Paulo? Em que planeta você vive, oh cara-pálida? Tomara que essa nota que deste a quem estava cumprindo seu dever, não seja transferência de suas notas, isso o levaria a despontar para o anonimato em seu curso.

Sujiro a todos quantos se interessem por esse assunto a participarem das reuniões do Conseg de sua região. Lá poderão ouvir muitos casos como esse tanto da PM como pelos representantes do Conselho Tutelar, além é claro das próprias vítimas. Nos Conseg’s também podemos nos interar dos projetos desenvolvidos pela PM, que tantos prêmios e menções honrosas receberam o que nos deve trazer orgulho e não indignação.

Marco Labão