“Fiquei cansada de golpeá-lo com a barra de ferro, por isso parei”. Esta foi a declaração feita por Maria Madalena Bernardo dos Santos, 38 anos, à Polícia Civil de Botucatu (100 quilômetros de Bauru), após matar o irmão mais novo, Marcos Antonio Bernardo, 26 anos, com 20 golpes de barra de ferro, na madrugada de quarta-feira.
Para consumar o crime, ela contou com a ajuda do também irmão Paulo Sérgio Bernardo, 35 anos, e de seu amásio, Ademir dos Santos Simões.
O crime está esclarecido e os três estão detidos após decretação de prisão temporária por 30 dias, segundo informações do delegado titular do 1.º Distrito Policial de Botucatu, Mauro Sérgio Rodrigues dos Santos.
De acordo com a autoridade, o homicídio teria sido motivado por um desentendimento familiar que durava anos. “Na versão apresentada por ela, as ameaças entre os irmãos eram constantes e recíprocas.”
A acusada contou para a polícia que, na madrugada do crime, chegou em casa, onde todos os envolvidos moravam e novamente discutiu com Marcos Bernardo.
“Ele teria puxado uma faca e ela viu uma barra de ferro e começou a golpeá-lo. Ele desmaiou, ficou desacordado por um tempo, mas conseguiu voltar e pegar a faca novamente”, comentou o delegado.
Na seqüência, a vítima teria ficada caída e a acusada teria pensado que, se o irmão vivesse, ela estaria perdida.
“Ela voltou a golpeá-lo e só parou porque cansou. O amásio dela e o irmão Paulo Bernardo, deficiente físico, teriam segurado a vítima e até ajudado nas agressões.” Para o delegado, a participação dos dois homens ficou comprovada. “Foi encontrado sangue na muleta usada pelo deficiente e a estrutura física dela não permitiria que ela dominasse a vítima”, explicou.
Para o delegado, a motivação do crime foi uma conseqüência do relacionamento mal resolvido entre os irmãos. “Desentendimentos e ameaças eram constantes entre eles.”
Outro item apontado como agravante pelo delegado é que todos os envolvidos e a vítima eram alcoólatras. “Segundo a acusada, o Marcos Bernardo também era viciado em entorpecente.”
Os três estão presos por força da prisão temporária. “Assim que eu terminar o inquérito, vou pedir a prisão preventiva. Acredito que eles fiquem presos até o julgamento. Foi um crime cruel. Confessaram que depois que o irmão estava morte, eles saíram para beber.”