10 de julho de 2026
Nacional

Laudo de defesa sustenta que Isabella conheceu o criminoso

Folhapress
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São Paulo - Isabella de Oliveira Nardoni, 5 anos, foi jogada do apartamento do pai por uma pessoa que invadiu o imóvel e decidiu matá-la porque foi reconhecido pela menina. Essa foi a conclusão do parecer técnico elaborado pela perita criminal Delma Gama e Narici, contratada pela defesa dos acusados de terem cometido o crime.

O trabalho tem 280 páginas, 368 fotografias e 15 gráficos. O documento já foi entregue aos advogados do pai de Isabella, Alexandre Alves Nardoni, 29 anos, e a madrasta da criança, Anna Trotta Peixoto Jatobá, 24 anos, réus no processo criminal sobre o assassinato.

Segundo a perita, uma pessoa abriu a porta do apartamento com uma chave e entrou no imóvel para roubar um objeto ou documento. Em seguida, o invasor teria feito um corte na tela de proteção da janela para jogar o bem roubado, enquanto um comparsa estaria aguardando no térreo do prédio para pegar o objeto. No momento em que o criminoso estava revirando o apartamento em busca do bem, Nardoni chegou ao imóvel carregando Isabella, de acordo com o parecer.

O invasor teria, então, se escondido e esperado Nardoni sair do apartamento. Na tentativa de deixar o imóvel, o invasor foi visto e reconhecido por Isabella, que passou a gritar pelo pai, segundo o trabalho da perita. O ladrão, segundo o laudo, teria conseguido imobilizar e calar a menina, e levado a criança para o quarto dos meio-irmãos. Sem subir nas camas do quarto, o criminoso passou a cabeça de Isabella pelo buraco na tela de proteção da janela e, durante o movimento, a rede raspou na testa da criança, provocando o corte encontrado no cadáver da vítima, segundo Delma.

O invasor teria, então, passado o resto do corpo da menina, que caiu de cabeça para baixo. Em seguida, Nardoni e Anna Jatobá chegaram ao apartamento com os dois filhos e, novamente, o criminoso se escondeu. Quando eles desceram para ver Isabella no jardim, ele fugiu, segundo o documento da defesa. Os advogados do casal têm até o dia 30 para entregar o parecer à Justiça.