08 de julho de 2026
Nacional

Caderno da rede pública é jogado fora

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Quase nove toneladas de cadernos escolares novos com emblemas do governo do Estado de São Paulo e da prefeitura da Capital foram encontrados anteontem dentro de uma caçamba de caminhão de uma empresa de reciclagem em Barueri (Grande São Paulo).

A Polícia Civil de Osasco, também na Grande São Paulo, abriu inquérito para investigar se houve desvio de dinheiro público envolvendo o desperdício do material escolar - cuja quantidade encontrada foi informada pela polícia.

Segundo Paulo Queiroz, gerente comercial da Tzar Transporte e Armazenagem, de Taboão da Serra (Grande SP), responsável pela montagem dos cadernos apreendidos, houve uma confusão de logística. Ele diz que “o material apreendido é uma sobra’’ e que todos os cadernos encomendados pela rede de ensino paulista foram entregues. “(O que sobrou) Deveria ter sido devolvido aos fornecedores, mas, por engano, foi levado para a reciclagem”, disse Queiroz.

Segundo o gerente, um funcionário da Tzar (cujo nome ele não revelou) achou que as quase nove toneladas de cadernos deveriam ser destinados à reciclagem. “Os cadernos estavam com um adesivo escrito “sobra”. Ele se confundiu. Achou que fossem para ser jogados fora”, disse.

A Secretaria de Estado da Educação e a Secretaria Municipal da Educação de São Paulo confirmaram que os cadernos apreendidos não fazem parte do lote encomendado.

Mesmo diante da explicação dada à polícia, Antonio Carlos Gomes, delegado-titular do 1.º Distrito Policial de Osasco, apura se os cadernos foram comprados pela empresa de reciclagem para posterior revenda ou se tudo não passou mesmo de um equívoco. “A história é estranha. Uma diretora regional de ensino de Osasco nos disse que os cadernos são da Secretaria de Estado da Educação”, disse Gomes. Segundo o delegado, a cada quilo de papel enviado para reciclagem, a Tzar ganha R$ 0,10.