11 de julho de 2026
Internacional

Operação da aviação israelense simulou bombardeio ao Irã, segundo o ‘NYT’

Folhapress
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Nova York - Na primeira semana de junho Israel mobilizou uma centena de caças-bombardeiros F-15 e F-15 em exercícios militares sobre o Mediterrâneo, numa simulação de um ataque aéreo ao Irã para a destruição de suas instalações nucleares.

A operação procurou simular um bombardeio a um alvo situado a 1.450 km - é a mesma distância que separa bases israelenses da usina de Natanz, onde o Irã enriquece urânio - e envolveu helicópteros para o resgate de pilotos e aviões-tanques para o abastecimento dos caças em pleno vôo.

A informação sobre o exercício militar, publicada pelo “New York Times”, não foi confirmada por Israel. Em comunicado, o país disse que “regularmente simula missões para fazer face às ameaças”.

O primeiro-ministro, Ehud Olmert, reiterou anteontem, em entrevista à revista “Der Spiegel’’, que não descartava o uso da força para impedir que o Irã produza a bomba atômica.

Um informante do Pentágono disse ao “New York Times’’ que o exercício israelense sobre o Mediterrâneo pode ser objeto de duas leituras. A primeira, mais óbvia, é de que o Irã não construiria impunemente a bomba atômica. A segunda, mas sutil, é a de que Israel não se conformará com a posição americana de pressionar o Irã só por meios diplomáticos.

Em Moscou, o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, advertiu contra ações militares, afirmando não existirem provas de que o programa nuclear iraniano tenha más intenções.

O diretor-geral da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), Mohamad El Baradei, disse que renunciaria a seu posto caso o Irã seja bombardeado. “A região se tornaria uma bola de fogo”, afirmou. A seu ver, se o país não estiver fabricando a bomba, ele o faria caso o ataquem.