O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP) lançou ontem, em Bauru, a nova etapa do Sistema Agroindustrial Integrado (SAI). Esta fase etapa consiste em maior integração entre os produtores rurais atendidos pelo programa e mais agilidade no atendimento às necessidades de cada grupo envolvido.
De acordo com o diretor técnico do Sebrae-SP, Paulo Eduardo Stabile de Arruda, o SAI é um programa de orientação, educação, formação, capacitação, desenvolvimento de novos mercados e tecnologia para o pequeno produtor. Com a nova metodologia, o Sebrae aprimorou a forma de chegar com as soluções junto aos produtores.
Arruda salientou que a nova metodologia traz algumas definições distintas do que era o programa. A partir de agora, os grupos de produtores atendidos serão separados em face à classificação do desenvolvimento, ou seja, há três grupos distintos de produtores: em formação, em desenvolvimento e o grupo já amadurecido. A partir dessa separação, o Sebrae terá condições de atender cada grupo de acordo com suas necessidades. “Em função dessa classificação do tipo de grupo, nós estamos levando soluções direcionadas”, frisou.
Segundo ele, para o grupo em formação o Sebrae leva o ensino do empreendedorismo, do associativismo e do cooperativismo. Já o grupo em desenvolvimento, constituído por produtores que já estão no mercado, recebe soluções gerenciais, enquanto os grupos maduros recebem soluções de tecnologia, de exportação, orientação a novas formas de design, entre outras.
Ligação
Outra mudança importante é com relação aos consultores, que fazem o elo de ligação entre os produtores e o Sebrae. Arruda explicou que, no sistema anterior, esses consultores faziam parte de um convênio e, quando terminava, o programa ficava parado até seis meses, enquanto não era renovado. “A nova metodologia é credenciamento. Com isso, essas pessoas não param mais os projetos e isso vai dar agilidade e continuidade às nossas ações”, salientou.
Uma nova característica do SAI é o foco em resultados. O Sebrae está desenhando uma estratégia de planejamento, criando indicadores para acompanhar e buscar soluções. “O produtor poderá acompanhar da sua propriedade através do sistema informatizado, onde ele vai analisar todo desenvolvimento de seu grupo. Com isso o projeto fica mais sustentável”, ressaltou.
O diretor administrativo e financeiro do Sebrae-SP, José Milton Dallari Soares, destacou que a reformulação do SAI possibilitará a integração desde a produção até a comercialização dos produtos. De acordo com ele, o SAI tinha pedaços soltos, por isso se fez necessária a modificação na metodologia, abrangendo três grupos distintos de produtores, conforme explicou o diretor técnico Paulo Arruda.
De acordo com Dallari, a principal modificação é com relação aos consultores, que devem facilitar muito o trabalho de comunicação entre o Sebrae e os produtores rurais. “Nós pretendemos atingir até 200 consultores em todo Estado. Já selecionamos mais de 130”, frisou, explicando que os consultores atuarão diretamente junto aos produtores, fazendo a implantação da nova metodologia do sistema.
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Cadeias produtivas
A nova metodologia do Sistema Agroindustrial Integrado (SAI) consiste em unir as cadeias produtivas. De acordo com o diretor administrativo e financeiro do Sebrae-SP, José Milton Dallari, em cada cadeia será feita a integração entre as regiões do Estado.
“Nós temos diversas regiões que possuem um SAI do leite. Aqui tem um, Araçatuba tem outro, Dracena tem outro, Presidente Prudente tem outro. O que nós vamos fazer? A integração da metodologia nas quatro regiões, de tal maneira, que a gente possa trazer a tecnologia nova, não só no produto, mas no processo e na comercialização”, disse.
Para o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo (Fetaesp), Braz Agostinho Albertini, o SAI complementa uma lacuna deixada pela Secretaria de Agricultura, que dispõe de poucos recursos para atender os produtores rurais. “Acredito que com essas modificações apresentadas agora deverá melhorar e o SAI vai desenvolver um papel ainda mais importante do que tem feito até hoje”, destacou.