08 de julho de 2026
Geral

Ar de Bauru tem mais poeira e ozônio

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Poeira e ozônio. Esses são os poluentes em maior quantidade no ar de Bauru revela o monitoramento feito pela estação, da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), que começou a funcionar na cidade no último dia 15. Avaliando os boletins emitidos pela estação de monitoramento, de hora em hora, na primeira semana de monitoramento a qualidade do ar de Bauru variou entre boa, na maioria dos boletins, e regular.

A escala vai de boa, regular, inadequada, má a péssima. Para o gerente da Agência Ambiental da Cetesb de Bauru, Alcides Tadeu Braga, o monitoramento mostrou, até agora, que a qualidade do ar de Bauru é boa. “Mesmo quando foi classificada de regular, o índice do poluente era baixo, muito mais perto de ser classificado de boa do que de inadequada”, explica.

O boletim das 16h de ontem, por exemplo, apontava que a qualidade do ar era regular por causa da presença de partículas inaláveis - nome técnico para poeira – cujo índice era 64. Apesar da classificação como regular, Braga lembra que apenas quando o índice ultrapassar 250 a situação é de atenção, conforme o parâmetro de medição da qualidade do ar. Índice acima de 420, a situação é para alerta e de 500, de emergência.

Porém, com índice 64 de partículas inaláveis, o ar já pode prejudicar a saúde. Nesta situação, pessoas com doenças respiratórias podem apresentar tosse seca e cansaço. Em seu boletim, a Cetesb orienta as pessoas a preferirem o transporte coletivo a veículo de passeio. E, se sair de carro, oferecer carona para reduzir o número de veículos circulando na cidade.

Nesta primeira semana de monitoramento da qualidade do ar em Bauru, o maior índice de partículas inaláveis foi de 62, no sábado. Já o maior índice de ozônio, registrado na terça-feira, foi de 56, o que classificou a qualidade do ar como regular. “E mesmo no maior índice, ficou muito longe da situação de alerta. Para ozônio, o índice padrão é 180. Atenção, apenas acima de 400”, comenta o gerente da Agência Ambiental da Cetesb.

Avaliando os relatórios diariamente, Braga afirma que está tentando estabelecer a relação dos poluentes mais comuns em Bauru com possíveis fontes poluidoras. Partículas inaláveis são um conjunto de poluentes constituídos de poeiras, fumaças e todo tipo de material sólido e líquido que se mantém suspenso na atmosfera por causa de seu pequeno tamanho.

As partículas em suspensão são classificadas conforme o tamanho. Em Bauru, a maior concentração são de Material Particulado - 10 (MP10). De maneira simplificada, são aquelas partículas muito pequenas, cujo diâmetro aerodinâmico é menor que 10 mícron (µm), que corresponde a um milionésimo de metro. Já ozônio é um poluente formado na atmosfera através da reação química entre poluentes primários, incluindo os combustíveis fósseis, e componentes naturais da atmosfera.

A análise dos boletins, nesta primeira semana, permitiu a Braga observar que os maiores índices de partículas inaláveis ocorreu nos finais de tarde. Agora, ele está avaliando se a elevação no índice tem relação com horário de maior circulação de veículos. Os boletins sobre a qualidade do ar podem ser conferidos no site www.cetesb.sp.gov.br.