08 de julho de 2026
Nacional

Exército permanece em área vetada

Folhapress
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Rio de Janeiro - Em atendimento a ordem judicial, militares do Exército deixaram na madrugada de ontem a praça Américo Brum, no alto do morro da Providência (centro do Rio), mas continuaram em locais vetados por ordem do TRF (Tribunal Regional Federal) do Rio, como o Cruzeiro (cume do morro), com 20 homens, e a Vila Portuária, com mais seis.

O Exército não informou sobre a razão de ter reconduzido equipes à favela, apesar da determinação feita anteontem pela presidência do TRF. O defensor público da União André Ordagcy disse que a decisão do Aguiar prevê, até o dia 26, uma espécie de tolerância em relação aos deslocamentos dos militares pela favela.

O presidente do TRF (Tribunal Regional Federal no Rio), Joaquim Castro Aguiar, proibiu o Exército de patrulhar a favela, ocupada desde dezembro por militares, a pretexto de dar segurança a obras do projeto “Cimento Social”, parceria entre os Ministérios da Defesa e das Cidades. Aguiar só autorizou que o Exército atue na rua Barão da Gamboa, local das obras na base do morro.

No local, há cerca de 50 engenheiros militares e 200 homens do Exército.

Moradores da favela disseram anteontem que, antes de deixar a parte alta do morro, traficantes fizeram ameaças. Lilian Gonzaga, mãe de Wellington, um dos três rapazes mortos na morro da Mineira por traficantes, disse que, na saída, militares gritaram que só deixarão a favela quando tiverem vontade.

Outros moradores também contaram que, na saída, os militares desligaram a iluminação de imóveis do morro. O Exército não comentou as acusações.

Motivo

Wellington, 19 anos, e os amigos David Wilson da Silva, 24 anos, e Marcos Paulo Campos, 17 anos, foram entregues aos traficantes da Mineira no sábado da semana passada, por 11 militares do Exército que os detiveram na Providência horas antes. Os criminosos torturaram e mataram os rapazes.