11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Apeoesp tenta ampliar paralisação em Bauru

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 1 min

O Sindicato dos Professores da Rede Oficial de Ensino (Apeoesp), que na sexta-feira passada decidiu manter a greve, mesmo após o reajuste salarial anunciado pelo governo do Estado na quinta-feira, está tentando ampliar a adesão ao movimento em Bauru e região. A direção do sindicato convida a categoria para assembléia na quinta-feira, às 16h, na sede da entidade, na rua Araújo Leite, 13-4.

Suzi Silva, diretora estadual da Apeopesp, Leonam Loureiro da Silva, conselheiro regional, Maria José Oliveira dos Santos, conselheira estadual, e Idenilde de Almeida Conceição, conselheira regional, argumentam que o aumento de até 12,2% no salário-base dos professores anunciado pelo governo, na verdade, é de apenas 5%. “Os outros 7% referem-se à gratificação de trabalho educacional, o GTE, que está sendo incorporado ao salário” , frisam.

De acordo com os sindicalistas, muitos professores não sabem que os 12% de reajuste incluem o GTE. A categoria reivindica a incorporação ao salário de todas as gratificações, a revogação do decreto que mudou as regras para transferência e no limite de faltas. “Cobramos também a redução do número de alunos por sala de aula e outras melhorias visando a qualidade de ensino”, frisou Suzi.

São estes os argumentos que os diretores da Apeoesp estão levando aos professores para tentar ampliar a paralisação. Também informam que o professor em estágio probatório tem direito a participar da greve e repor as aulas no final do movimento.

Em Bauru, na semana passada, a greve atingiu duas escolas, a Stela Machado e a Christino Cabral, parcialmente. Nas outras escolas, havia um ou dois professores sem trabalhar. De acordo com os sindicalistas, ontem, parte dos professores da escola Plínio Ferraz aderiu ao movimento. Porém, a Secretaria de Estado da Educação informa que em Bauru apenas 0,6% dos professores aderiram à greve.