09 de julho de 2026
Bairros

Água da Ressaca será despoluído

Por Ieda Rodrigues | Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Com a construção de novos trechos de interceptores para canalizar todo o esgoto lançado no córrego Água da Ressaca, a previsão do Departamento de Água e Esgoto (DAE) é que em 45 dias o manancial esteja totalmente despoluído. O rio nasce no Residencial Lago Sul e recebe água dos córregos Água da Forquilha e Augusto, que já estão inteiramente despoluídos.

Após a instalação de interceptores, esses dois deixaram de receber esgoto da região Jardim Estoril, Jardim América e Vila Serrão. Para recolher o esgoto que era despejado no córrego Água da Ressaca já foram executados cerca de 5 quilômetros de tubulações de 200 a 700 milímetros de diâmetro. Agora, funcionários do DAE estão implantando 1,5 quilômetro de coletores-tronco nas proximidades do Condomínio Espazio Verde, na zona sul.

A previsão é de que toda obra, que perfaz mais de sete quilômetros de interceptores, esteja pronta em cerca de 45 dias. A partir daí, a cidade contará com mais um córrego limpo, livre de poluição. O esgoto produzido pelos bauruenses continua sendo jogado nas águas do rio Bauru, mas cerca de 60% de seus afluentes estão limpos.

Na margem direita do rio Bauru, estão despoluídos o córrego das Flores (totalmente canalizado), córrego da Água Comprida e ribeirão Vargem Limpa. Na margem esquerda, o córrego Água do Sobrado, córrego da Grama, córrego do Castelo, córrego Barreirinho e córrego Vargem Limpa.

A previsão do DAE é começar a tratar parte do esgoto de Bauru em novembro, quando deve começar a funcionar a Estação Candeia, localizada nas proximidades do Núcleo Gasparini. Orçada em R$ 2 milhões, a estação terá capacidade para tratar 60 litros por segundo, devendo atender 30 mil moradores de bairros da zona norte, como Pousada da Esperança 1 e 2, Vila São Paulo e do próprio Núcleo Gasparini.

Já a construção da estação de tratamento de esgoto (ETE) Vargem Limpa, orçada em R$ 96 milhões, está emperrada por causa de impasse jurídico. A previsão inicial do DAE era que todo esgoto fosse tratado no prazo de cinco anos. A obra só está sendo possível graças ao Fundo de Tratamento de Esgoto (FTE).

Desde 2006, o DAE está recolhendo recursos antecipados para suportar o pagamento das duas obras a partir da cobrança de uma taxa de 40% sobre o valor da tarifa de esgoto que cada consumidor bauruense paga.

Hoje, o fundo possui caixa de aproximadamente R$ 14 milhões, que também são empregados nas obras de instalação de interceptores de esgoto e estações elevatórias, a fim de mudar o curso do esgoto antes lançado na bacia de drenagem do rio Batalha.