Três jovens atletas da academia Ricardo Pereira, de Bauru, participam, neste final de semana, do Campeonato Paulista de Jiu-Jítsu, que será disputado em São Paulo. Representam a cidade os lutadores João Matheus e Lucas Otero, ambos com 15 anos, e Leonardo Andrejevas, de 11. Comandados pelo técnico Ricardo Pereira, os atletas bauruenses entram na disputa, que reúne os melhores lutadores do Estado, em busca dos lugares mais altos no pódio.
Competindo pela categoria “super pesado”, na classe infanto-juvenil “B”, que reúne atletas com até 71 quilos, o jovem azul esbanja confiança, mesmo ciente do nível acirrado dos oponentes que tem pela frente. “Estou confiante, me preparo desde o começo do ano para o Campeonato Paulista, que reúne os melhores lutadores do Estado”, valoriza o atleta, medalhista no Estadual em duas ocasiões – ouro, em 2006, e prata, no ano passado.
Otimismo é via de regra entre os representantes da academia bauruense no Estadual. Leonardo Andrejevas, apesar da pouca idade, além de confiança, já ostenta currículo de respeito em competições da modalidade. “Já disputei Paulista e Brasileiro”, orgulha-se o garoto de 11 anos, pentacampeão estadual, que analisa : “O Paulista é sempre ‘pegado’ e muito difícil”, observa o faixa laranja.
Lucas Otero, atleta da faixa azul, que vai competir na categoria juvenil peso pena (até 61 quilos), exalta, além do alto nível técnico que terá de encarar, outro fator que pode fazer a diferença quanto aos nomes que estarão no pódio. “O lado psicológico é importante”, sintetiza. “Treinamos muito forte e recebemos apoio na parte física, nutricional e psicológica, para encararmos a pressão”, enfatiza o lutador.
O desempenho do competidor em edições anteriores do Paulista é prova de que esse aspecto pesa na hora do combate “pra valer”, já que, testemunha o atleta, a pressão ocasionada pela assídua presença de torcedores da capital, que tem grande número de representantes na competição, é um dos “adversários” dos atletas visitantes. “Esse é o meu terceiro Campeonato Paulista. Nos anteriores, eu não estava bem preparado psicologicamente. Agora, me sinto mais confiante e vou tentar, pelo menos, trazer uma medalha”, planeja o lutador.
Superando desafios
“Lutar é igual a piloto de avião. Quanto mais horas de vôo melhor fica”, compara o treinador Ricardo Pereira. Para ele, a ‘panela de pressão’ que deverá se transformar o complexo esportivo “Baby Barioni”, que os seus comandados terão pela frente, tende a ser superada, com maior naturalidade, de acordo com a bagagem adquirida em cada competição. “São lutadores novos, que, apesar da pouca idade, têm grande potencial e muitas chances. Estou, realmente, muito confiante de que os três possam conquistar bons resultados. Acredito muito neles”, confia o treinador.