10 de julho de 2026
Nacional

Justiça concede habeas corpus para viúva do milionário da Mega-Sena

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - A Justiça mandou soltar ontem Adriana Ferreira Almeida, a viúva do milionário da Mega-Sena Renné Senna. Ela é acusada de ter encomendado a morte do marido e estava presa desde o início do ano passado. Renné Senna ganhou R$ 51,8 milhões na loteria em 2005. Em janeiro do ano passado, ele foi morto a tiros em um bar, em Rio Bonito (RJ). Adriana Almeida é apontada como a mandante do crime.

Por unanimidade, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aceitou, na noite de anteontem, pedido de habeas corpus de Almeida. O alvará de soltura dela deverá ser expedido nesta tarde pela 2.ª Vara Criminal de Rio Bonito, informou a Justiça.

Os ministros do STJ seguiram o voto da relatora, a ministra Laurita Vaz. Segundo o STJ, a ministra avaliou que que Almeida passa por “constrangimento ilegal” por causa da demora do julgamento do processo. Ela ainda não tem data para ir a júri.

Além de Adriana Almeida, a Justiça mantém presos os ex-seguranças de Senna Edinei Gonçalves, Anderson Sousa, Ronaldo Amaral, Marco Antonio Vicente - os dois últimos policiais militares -, e Janaína Sousa, mulher de Anderson.

No fim do ano passado, o STJ determinou que Adriana Almeida e outros acusados de participação no crime fossem ao Tribunal do Juri. Gonçalves e Amaral participarão de julgamento marcado pelo para o dia 7 de agosto.

Segundo o Tribunal de Justiça do Rio, Almeida teria se aliado a uma amiga e a quatro ex-seguranças do milionário: o cabo da Polícia Militar Marco Antônio Vicente, o sargento Ronaldo Amaral de Oliveira, conhecido como China; o funcionário público Ednei Gonçalves Pereira; a professora de educação física Janaína Silva de Oliveira e o marido dela, o ex-PM Anderson Sousa. Este último teria exercido a função de chefe da segurança do milionário e, segundo as investigações, teria sido o autor dos disparos junto a Pereira.