08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Desperta Comad


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O Comad parece conversa de comadre, aparece no aniversário do afilhado e desaparece no resto do ano. Parabenizo esta iniciativa, mas é claro que não pode durar apenas uma semana. Nossa cidade precisa de ações sérias no sentido de apoiar e prevenir a comunidade com relação ao uso e abuso de drogas. A tal da rede de atenção precisa necessariamente ser formada, pois a população fica sem saber o que fazer e resulta em ações como esta que vimos esta semana dessa mãe que acorrentou seu filho. Veja bem que ele já passou pela fundação que só mudou o nome de Febem para Casa.

Hoje provavelmente haja comentários e julgamentos daqui e de lá sobre o assunto, mas logo se esquece, o que é uma pena, pois quando novamente for notícia em outra família, não há propostas de solução. A comunidade se compadece e se esquece. Eu pergunto quem deve tomar providências? Quem de fato poderá dar a essa família o apoio que ela precisa receber nesse momento? Que justiça é essa que processa uma mãe que não consegue apoio para proteger seu filho e não exige do poder público uma proposta de tratamento que seja eficiente e proteja a vida deste adolescente. Penso em quantos familiares que já pensaram em fazer a mesma coisa como essa mãe desesperada , mas não tiveram coragem. Outras já não dormem há anos esperando uma noticia fúnebre. Outras cansaram de sofrer e abandonaram a causa de seus familiares.

Desperta Comad, desperta Bauru, já passou da hora de nos organizarmos para que não haja necessidade de ações como essa onde o delegado abre inquérito para mãe, os papas da recuperação de nossa cidade falam do alto de seu papado como se isso fosse corriqueiro não ter um serviço de atenção ao adolescente em situação de risco e nem de proteção ao mulher dependente. Que Bauru e esse que investe num per capta de duzentos reais para abrigamento do dependente químico e conta com a contra partida das entidades em quase setenta porcento. Falou-se que o consumo de drogas junto dos adolescentes vem aumentando estatisticamente, no entanto, em Bauru nem temos um serviço especifico de atendimento. Parece que estamos dormindo, mas não em berço esplendido.

Erika Morena. Pastoral da Sobriedade