Interessante a matéria do dia 14/6, pág. 11, sobre a confraria do vinho e sua atuação. Mas gostaria de demonstrar através desta a minha indignação a certo ponto da reportagem e não em relação à confraria, sejamos claros. Gostaria de saber por que a Itália não foi mencionada na geografia tradicional dos produtores da bebida. O país hoje é o maior produtor de uvas para vinho do mundo.
Além deste dado, possui uma riquíssima variedade de uvas que aliado ao microclima (combinação das características do solo com a condição climática) permite vinhos diversificados de excelente qualidade como os brancos de Morgex e Vernaccia; os espumantes de Asti e de Franciacorta; os tintos barolos, barberas, barbarescos, brunellos de Montalcino, Sassicaia; os passitos vino santo da Umbria e schiachetrà e tantos outros.
Como deixar de mencionar as seculares vinícolas da região de Montepulciano e do Chianti. E as vinícolas do Piemonte que estão sendo incluídas no patrimônio histórico e artístico da humanidade da Unesco?
Deixo aqui meu apelo para que a palavra “tradição” seja especificada com mais carinho e respeito para aqueles que fizeram e fazem do vinho um tema de alto nível e de conhecimento mundial. Não acredito que Bauru esteja fora do mundo quanto parece.
J. Henrique Battistutta - proprietário do restaurante Casanova e membro da Associação Italiana de Someliers de Milão; participou de curso de vinho na Itália e participa de um projeto de turismo visitando vinícolas italianas - henriquebattistutta@terra.com.br