09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Fome pela energia


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Na década de 70, sendo mais exata em 1973, houve a primeira crise do petróleo que afetou todos os países. A partir desse acontecimento, varias nações começaram a estudar outros tipos de recursos para obter energia. Foi nessa parte da história que o álcool, as usinas nucleares, o gás combustível, entre outras fontes, vieram à tona para suprir e complementar o petróleo.

Esses novos recursos, que na época surgiram como grande necessidade, hoje estão cada vez mais presentes na economia e na política mundial. Não há o que negar, muitos desses recursos, principalmente os biocombustíveis, contribuíram demasiadamente para a amenização do aquecimento global entre outros benefícios. Porém, como todas as situações, há conseqüências negativas. A fome, entre todas, a mais importante.

A extração de álcool é feita de diversas formas. No Brasil, extraímos da cana-de-açúcar, já nos EUA, do milho.Como a demanda é grande, as plantações dessas monocotiledônea tomaram conta de áreas que antes eram responsáveis pela produção de alimentos. Esse fator, entre outros, agrava a fome mundial, já que a demanda de alimentos diminui em razão da produção de energia.

A resolução desse problema, fome, que bate na porta do século 21, devido aos biocombustíveis, não é árdua, porém necessita de muitas pesquisas e estudos, como na década de 70. Aumentar a produtividade, diminuir a área plantada, substituir o elemento de extração, no caso de milho que é um alimento que está sendo usado para a produção energética, desenvolver novas tecnologias como fontes de energia a fim de aliviar os biocombustíveis, sã o medidas urgentes a serem tomadas.

Nádia Junqueira Martarelli