07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Mudanças na Câmara

Seja qual for o resultado das urnas, pelo menos quatro cadeiras deixarão naturalmente de ser ocupadas por atuais integrantes e uma quinta ainda pode ficar para outro pretendente. Com o anúncio de que não vão disputar as eleições, Toninho Garmes (PTB) e Primo Mangialardo (PV) abrem espaço. Futaro Sato (PMDB) pode também não tentar a reeleição. Já Clemente Rezende (DEM) e Rodrigo Agostinho (PMDB) vão abrir as outras duas vagas.

• Alteração significativa

Com esta configuração já definida, a renovação na Câmara tem chance de ficar acima dos 40% a 50% apontados na média das últimas eleições. As “medições” da performance do eleitorado em relação aos atuais ocupantes das 15 cadeiras, somadas ao natural desgaste de quem está na vidraça, podem promover uma mudança drástica. As urnas vão dizer se a reação popular está mais para os estreantes ou não.

• “Viaduto de ouro...”

A condenação da prefeitura a pagar R$ 6 milhões à empreiteira Camargo Corrêa por atrasos em quitações de serviços realizados nas obras do viaduto inacabado foi assunto berm comentado ontem, na sessão. “A cidade é infeliz. Tem um orçamento de R$ 5 milhões para investimentos diretos em 2009 e, de repente, perde R$ 6 milhões”, citou Toninho Garmes. Para Paulo Martins (DEM), o prejuízo que o viaduto tem causado dá até a impressão de que é de ouro.

• “Pagamento estranho”

Sobre o mesmo assunto, Arildo Lima Júnior (PP) assinalou que as pessoas responsáveis por essa dívida devem ser tiradas da vida pública. João Parreira (PSDB) afirmou que, com correção, o valor da dívida deve chegar a R$ 10 milhões. Ele ainda lembrou que no início do segundo mandato do ex-prefeito Izzo Filho houve pagamento à Camargo Correa de R$ 2,5 milhões, sem que fossem feitas medições de serviços. “Esse pagamento foi muito estranho”, afirmou o tucano.

• Sessões extraordinárias

E a demora na preparação de documentos e encaminhamento de projetos para fomentar ações de entidades sociais vai exigir a realização de duas sessões extraordinárias nesta quinta-feira. E nem foi a prefeitura quem solicitou as sessões adicionais, mas o próprio presidente do Legislativo, Paulo Madureira (PP). Combinada ou não a autoria do pedido, a questão é que os projetos têm de ser aprovados até sexta-feira, senão as verbas não poderão ser liberadas.

• Um “pito” de Madureira

No final da sessão de ontem, professores penduraram faixas na galeria da Câmara em relação à greve contra decreto do governo estadual. O problema é que na hora da discussão do veto do prefeito ao projeto que tenta acabar com a pintura em muros, dois vereadores resolveram engrossar fileira com os docentes e tiveram a atenção chamada pelo presidente da Casa, Paulo Madureira (PP).

• Quadro parece definitivo

O quadro de candidatos a prefeito de Bauru dificilmente sofrerá alterações até o dia 5, prazo final para registro das candidaturas na Justiça Eleitoral. Ontem consultamos o PCO, que não parece mobilizado para ter um candidato a prefeito, como já o fez em eleições anteriores. Não conseguimos saber se o partido fez convenção para a escolha de candidatos.