Brasília - Acusado de desviar recursos do BNDES (Banco de Desenvolvimento Econômico Social), o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical (PDT-SP), fará sua defesa oral no Conselho de Ética da Câmara no dia 8. Na próxima semana também, o relator do caso, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), pretende convocar as testemunhas de acusação na ação.
Alvo das acusações, o deputado federal negou seu envolvimento e disse ser vítima de perseguição. Na relação de testemunhas de defesa, Paulinho indicou o ministro Miguel Jorge (Desenvolvimento), o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, o coronel reformado da Polícia Militar Wilson Consani Júnior e João Pedro de Moura, que foi seu assessor.
Na última sexta-feira, prazo limite para a entrega da defesa por escrito, Paulinho enviou o documento. Nele, o deputado argumentou que a ação por quebra de decoro parlamentar, encaminhada pela Corregedoria Geral da Câmara, foi baseada em matérias jornalísticas que não apresentam comprovação das denúncias.
Na reunião da próxima quarta, o relator vai apelar aos conselheiros para que compareçam a Brasília durante o recesso legislativo de julho e também no período de esvaziamento do Congresso - nos meses que antecedem as eleições municipais. A idéia é manter o ritmo dos trabalhos para garantir a conclusão do processo de Paulinho até o dia 15 de setembro.
PF
Piau leu a defesa de Paulinho, mas aguarda para receber até hoje o relatório completo das investigações realizadas pela Polícia Federal. A PF conduziu a Operação Santa Tereza, que desbaratou uma quadrilha supostamente formada por empresários, policiais e servidores que desviava recursos do BNDES.
Gravações telefônicas associariam o deputado federal ao esquema de irregularidades.