11 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Faço um grande apelo por esta família


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Ele: José Pereira Gonçalves, portador de deficiência da fala (mudo), ex-interno da instituição do Paiva, onde também trabalhou por mais de vinte anos como roupeiro, costurava, passava e dobrava, foi despedido, atualmente desempregado vivendo como catador de reciclados.

Ela: Sueli de Fátima Martins, portadora de deficiência, surda e muda, ajuda seu companheiro (José, mudo) nos recicláveis, é mãe de três crianças normais, Alessandro (14), Bruno (12), Lucas (5), que deixam suas atividades e sonhos infantis para ajudar e orientar seus pais no dia a dia.

Sempre quando visito essa família, fico preocupado e triste, não consigo comunicar com ela que aparenta anemia, visão fraca e com alguma síndrome ou alguma dor. Fico admirando a esperteza das crianças na dedicação, o carinho, a harmonia e o meio de comunicação com os seus pais, mesmo passando por dificuldades, tem dia que não possuem nada para comer. O que podemos esperar dessas crianças no futuro, já que seus pais não podem reclamar ou gritar, e quem vai acreditar em crianças?

O meu apelo é no sentido de algum empresário, ou pessoas, que possa intervir por essa família no apoio social e psicológico com suporte estrutural no desenvolvimento dessas crianças em seu meio, para que possam ter direito em alguns artigos que constam no estatuto ECA. Alguém pelo amor de Deus, procure olhar ao seu lado, essas crianças ainda ingênuas com seus rostinhos tristes e esperançosos, estão crescendo, suas memórias amadurecendo, onde estão o direito e o social?

]Entrei em contato com o CRAS da região em que pertence, onde foi agendada uma entrevista com a família, sem sucesso, motivo do meu apelo. Sei que não sou o salvador da pátria, mas garanto, se cada cidadão fizer um pouquinho pelo social, vamos ter uma sociedade mais equilibrada e justa.

Vamos todos pensar como deve ser difícil para essa família de pessoas trabalhadoras e humildes, que tem direitos sem direito, sentimentos mas só observa, sua dor, seu choro não faz barulho, um olha para o outro e nada, os dois simplesmente observam suas crianças a gesticular em comunicação, sabem que não podem pedir nada. Rua Nicanor Rodrigues 10-16, Jardim Andorfato.

Pascoal Gonçalves da Silva - RG 8.131.062