Rio de Janeiro - A família de Daniel Duque Pittman, 18 anos, que morreu sábado após ser baleado na porta de uma boate em Ipanema, na zona sul do Rio, pediu auxílio ao Consulado dos Estados Unidos. O jovem tinha cidadanias brasileira e norte-americana.
Pittman foi baleado quando saía da boate Baronetti e morreu antes de chegar ao hospital. O responsável pelo tiro, segundo a polícia, é o policial militar Marcos Parreira do Carmo, que prestava segurança particular ao filho de uma promotora de Justiça.
No domingo, Carmo prestou depoimento na 14ª Delegacia de Polícia (Leblon). O policial afirmou a polícia que foi defender um amigo do jovem a quem devia fazer escolta quando se envolveu na confusão que acabou na morte do estudante Daniel Duque.
A família pediu que o Consulado dos Estados Unidos no Rio auxilie no caso. O consulado informou que vai acompanhar as investigações e, por meio da assessoria de imprensa, afirma que roga às autoridades brasileiras investigação minuciosa do fato. De acordo com o consulado, o pai de Daniel Duque Pittman mora nos Estado Unidos.
Ontem, a polícia informou que vai ouvir novos depoimentos de pessoas envolvidas no caso, como amigos do jovem morto que estavam com ele na saída da boate.
Proteção a promotores
Por causa da morte de Daniel por policial que fazia proteção ao filho de uma promotora de Justiça, o Ministério Público do Rio estuda mudanças de regras nas concessões de segurança e proteção a promotores do Estado. A Promotoria instaurou ontem procedimento próprio para investigar se houve “excesso” por parte do policial.
O policial fazia a segurança do filho da promotora de Justiça Márcia Velasco, que é responsável por denúncias à Justiça contra o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, que cumpre pena no presídio federal de Campo Grande (MS) e já ameaçou de morte a promotora.
Parreira fazia a segurança pessoal de Velasco e de sua família há sete anos, período em que ele estava emprestado dos quadros da Polícia Militar para a Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Rio.
Atualmente, há 250 policiais militares à disposição do Ministério Público do Rio. Doze deles fazem a segurança de cinco promotores que recebem ou receberam algum tipo de ameaça. Outros seis fazem a segurança do procurador-geral de Justiça no Rio, Marfan Vieira.