09 de julho de 2026
Polícia

Longa espera no PAI acaba em desentendimento e registro de BO

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

O Pronto Atendimento Infantil (PAI) teve uma terça-feira problemática. De acordo com um usuário da rede pública de saúde que procurou o Jornal da Cidade, após esperar o atendimento de seu filho desde às 15h30, foi atendido três horas depois e ainda teria sido ofendido por uma funcionária da unidade de saúde. O caso foi parar no Plantão Policial, onde foi registrado um Boletim de Ocorrência de injúria.

Depois de dois meses de calmaria, a unidade de saúde voltou a ter grande espera para atendimento. Em abril, praticamente todos os começos de semana foram problemáticos. A chegada do frio e a baixa umidade relativa do ar levaram muitas crianças a adoecerem e seus pais a buscarem a rede municipal. Mas durante os meses de maio e junho, praticamente não houve grandes confusões no local.

Oziel Pereira da Silva levou seu filho ao PAI, com dores no peito. Como precisava retornar ao trabalho, começou a cobrar o atendimento. Pouco depois das 18h30, seu menino foi chamado. Como sua esposa estava com a perna quebrada, ele quis acompanhar seu filho na consulta. A funcionária teria pedido para que ele se retirasse, o que provocou uma discussão. Silva alega que ela o teria chamado de “negrinho mal-educado”.

A Polícia Militar foi acionada e as partes foram encaminhadas ao Plantão Policial. Eles foram ouvidos e o delegado Carlos Mariotto registrou o caso como injúria. Ele conta que a funcionária afirmou que não teve a intenção de ofender Silva, apenas teria respondido uma provocação. A ocorrência será encaminhada ao 3.º Distrito Policial, que deverá apurar o caso.

Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o PAI contou com quatro médicos atendendo no período da manhã e outros três no período da tarde, número padrão previsto para os períodos.