11 de julho de 2026
Internacional

Polícia deve arquivar investigação sobre desaparecimento de Madeleine

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Londres - Mais de um ano após o desaparecimento da menina britânica Madeleine McCann, a imprensa portuguesa informou ontem que a polícia encerrou as investigações e que o caso deverá ser arquivado por falta de provas. Madeleine sumiu do apartamento onde dormia com os irmãos gêmeos, Sean e Amelie, de 2 anos de idade à época, durante as férias da família no Algarve, em Portugal, em 3 de maio do ano passado. Os pais da menina jantavam com amigos em um restaurante próximo e quando voltaram ao quarto não encontraram a filha. O caso veio à tona dois dias depois, em 5 de maio, quando a polícia noticiou as buscas pela menina.

Dois jornais portugueses, o “Correio da Manhã” e o “Jornal de Notícias”, disseram que o escritório do Ministério Público deve arquivar o processo até 14 de julho, dia em que acaba o segredo de Justiça. A polícia não comentou o assunto à imprensa local. “A polícia não tem provas suficientes que permitam um indiciamento formal do casal McCann no desaparecimento da filha”, afirma o “Correio da Manhã”.

Segundo o mesmo jornal, o arquivamento da investigação deve ser anunciado nos próximos dias, pois a decisão já foi combinada entre os investigadores e a promotoria. “A polícia não encontrou culpados”, diz o “Jornal de Notícias”, que acrescenta que o relatório dos investigadores “se limita a descrever os fatos, sem abrir caminhos para explicar o desaparecimento”. A investigação, segundo o jornal, não permitiu concluir se se tratou de um seqüestro ou de homicídio.

O casal McCann organizou uma ampla campanha internacional para encontrar a filha afirmando estar convencido de que ela foi seqüestrada. Os investigadores portugueses privilegiaram a tese da morte, acreditando que esta poderia ter sido acidental e com o envolvimento dos pais.

O casal McCann entrou para a lista de suspeitos em setembro do ano passado, depois que foram encontradas uma seringa hipodérmica no quarto do casal no resort e amostras de DNA de Madeleine no carro que alugaram 25 dias depois do desaparecimento da menina.

A polícia sustentava a hipótese de que os pais tinham dado uma overdose de calmantes na menina para que ela dormisse enquanto jantavam com amigos. Diante da morte acidental, eles teriam ocultado o corpo e depois transportado para outro lugar dentro do porta-malas do carro. O casal alega inocência e justifica as amostras de DNA no carro dizendo que foi transferida de objetos pessoais da menina transportados no porta-malas.