08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Sábios fariseus


| Tempo de leitura: 2 min

Lendo a tribuna do leitor de ontem, dia 1/07, já bem tarde da noite, me chamou a atenção o questionamento do sr. Munir Zalaf, presidente da ABL (Acadameia Bauruense de Letras), sobre “As pessoas”.

Sinceramente, somos mesmo complicados. Acho que nem se Freud tivesse mais uma chance para vir a este mundo novamente o “ser humano” seria decifrado. O fato é que só “Os Céus” é quem nos conhece e ponto final.

Mas o motivo que me leva a escrever pela primeira vez para um jornal é outro. Não sou de Bauru, e estou passando uma temporada em Pirajuí, por isso para muitos posso ser apenas “um forasteiro”.

Não sei como pessoas capazes, sadias, instruídas e extremamente influentes conseguem tapar o sol com a peneira para alguns assuntos. Por exemplo, como eu, brasileiro, que só tenho o Ensino Médio completo posso me conformar quando por curiosidade folheio o “Pai dos inteligentes” como diria meu avô de Bendita Memória, porque burro é quem não consulta o Dicionário, e assim acabo me deparando com um dos siguinificados que os responsáveis pela língua portuguesa permitem que se dê à palavra Fariseu.

Pra mim que sou professor da Fé Judaica, é aviltante ver que em todos os círculos, intelectuais ou não, a falácia é a mesma: Fariseu é igual a hipocrisia. Sugiro aos Mestres da nossa língua portuguesa que leiam um importante livro de uma Ed. Católica chamado "Sábios Fariseus". Este livro foi escrito por um cristão católico e um judeu, na tentativa de desistiguimatizar a história (que não passa de estória) vergonhosa que as pessoas contam de geração em geração sobre os Fariseus. Logo os Perushim (Fariseus em hebraico) que desempenharam um papel importantíssimo tanto no judaísmo atual, quanto para o cristianismo. Leiam o livro...

Por isso estou recorrendo ao sr. Munir Zalaf no sentido de procurar saber como sinônimos tão anti-semitas (existem outros) como estes, de Hipócrita = Fariseu, pode ser estirpado daquele que serve para informar e formar cultural e linguisticamente o nosso Brasil, o Dicionário da Língua Portuguesa.

Minha reivindicação pode parecer patética, mas faço assim mesmo, mesmo correndo risco de ser tido como ridículo. Pois hoje, com o mundo globalizado como anda, todos sabemos de assuntos como estes que abordei aqui, não é mesmo? Ou será que não estamos ainda tão globalizados assim? Grato desde já ao prestativo jornal e ao sr. Zalaf.

Tiago da Rohac Sales - Yaakov Tsur Ben Ovadiah