09 de julho de 2026
Turismo

Opções para as 24 horas do dia

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 4 min

Conhecida como a Suíça Paulista, Campos do Jordão oferece shoppings saxonais, espetáculos, shows, boas compras... Há durante julho e agosto atividades culturais para todos os gostos, incluindo bandas, orquestras e coros clássicos todos os dias..

O festival é um dos mais importantes eventos de música erudita do Brasil, atraindo milhares de visitantes que acompanham as apresentações nas oficinas do Auditório Cláudio Santoro, onde cobra-se entrada. Em outros pontos da cidade, como a praça central da Vila Capivari e no Horto Florestal, são realizados shows gratuitos.

O melhor e mais sofisticado hotel de Campos é o Grande Hotel Campos do Jordão, do Senac, que data da década de 40, mas foi reformado e mantém o charme do passado. Frontenac, Toriba, Serra da Estrela, Surya-Pan, Pousada La Villette, Orotour Garden, Canadá Lodge, Pousada Villa Capivay, Pousada Villa D’ Biagy, Pousada Recanto Almeida, Pousada Campos de Provence, Pousada Vila Natal, Pousada Confraria da Terra, Vale dos Sonhos, Pousada Alto da Boa Vista e Chalés do Rancho Santo Antônio são outros endereços legais..

A dica mais econômica fica para a Pousada Valle do Luar (site: valledoluar.com.br), para os albergues , campings e colônias de férias, como as da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Estado de São Paulo e Banco do Brasil.

À noite, há muitos lugares badalados em Campos do Jordão. Principalmente na Vila Capivari, onde continua firme e forte, para alegria de quem adora uma loira gelada, a Cervejaria Baden-Baden, que produz cinco tipos de cerveja, servidas em mesas na calçada ou no balcão.

A Baden Baden surgiu como uma microcervejaria que produzia a bebida utilizando apenas malte de cevada e lúpulo, com fermentação natural. A cerveja Pinsen, a que fica pronta mais rápido, demora 28 dias. Uma delícia! O tour pela Baden Baden é gratuito, mas depende de agenda e termina com degustação gratuita. Aproveite.

Na redondeza há uma infinidade de barzinhos e restaurantes legais para a moçada se enturmar, paquerar e curtir a noite, além de quatro danceterias, filiais de casas famosas de São Paulo.

____________________

Junto à natureza

Há muito para se fazer em Campos do Jordão, principalmente para quem viaja com o amado ou a família. Mas nada de estresse por conta da aglomeração de pessoas. Como as principais atrações sazonais é que atraem os turistas nesta época do ano, incluindo o Festival de Inverno, é preciso calma.

Grande parte do movimento de Campos se concentra na Vila Capivari, com suas lojas refinadas e restaurantes, onde a fondue figura entre os pratos mais servidos. Mas a cidade tem muito mais a oferecer, em passeios para a família toda.

Entre os locais legais que merecerem visita está o mirante do Morro do Elefante, cujo teleférico passou por reformas, e o Horto Florestal. Bosques, trilhas e lagos de carpas fazem alegria dos pequenos, enquanto que o contato com a natureza é a atração principal para os mais crescidos. Paga-se para entrar no espaço (pelo veículo e pelas pessoas). O Horto Florestal foi criado em 1814 e possui 8,3 mil hectares de área preservada.

Saindo de Campos, na vizinha São Bento do Sapucaí, pegando-se a Estrada da Campista, que liga os dois municípios, há várias atrações, incluindo uma parada na rampa de vôo livre para se observar a Pedra do Baú.

O Complexo do Baú é formado pelas Pedras do Baú, Bauzinho e Ana Chata. Nesses enormes paredões verticais existem rotas de escaladas de níveis que variam do iniciante ao complexo.

A 20 minutos do centro de Campos, chega-se ao Pesca na Montanha (www.pescanamontanha.com.br), espaço de lazer com arvorismo, ateliê de artes, aluguel de bicicleta para mountain bike, arco e flecha, trilhas e, claro, lagos para pesca de trutas.

____________________

Trem

Para quem quer embarcar numa viagem ao passado, a dica fica por conta da Estrada de Ferro Campos do Jordão. A partir da Estação Emílio Ribas, em Capivari, há várias opções de passeios.

A ferrovia foi construída em 1912, para atender a demanda de turistas que queriam subir a serra e, hoje, faz o percurso Campos-Pindamonhangaba, com direito a paisagens deslumbrantes e pontos turísticos badalados.

Entre eles, a ponte metálica que cobre o rio Paraíba do Sul, construída em 1924; o balneário Reino das Águas Claras, com lagos próprios para nadar; cachoeiras e esculturas de Monteiro Lobato; o ponto ferroviário culminante do País e o mirante de Nossa Senhora Auxiliadora, onde há uma estátua dela, em Santo Antonio do Pinhal.Para quem vai ficar na cidade apenas um fim de semana, a dica é o percurso até a Estação de Santo Antônio do Pinhal, com cerca de 19 quilômetros. O passeio de ida e volta tem 2h30 de duração e guias que explicam a história da ferrovia e da região.

A primeira parada – bem rápida – é na Estação Tanaka, onde uma moradora vende pinhões quentes. Passando por uma paisagem de beleza incomum chega-se à Estação de Santo Antônio do Pinhal. Os turistas têm meia hora para conhecer o mirante, comprar lembrancinhas e comer o imperdível bolinho de bacalhau da lanchonete homônima.