Além de ter que madrugar, enfrentar frio e chuva nas longas filas que se formam em frente às unidades básicas de saúde para se conseguir um vaga desistente para ser atendido, o usuário, principalmente da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Redentor, tem de disputar o lugar com uma espécie de “cambista” de vagas. Os moradores reclamam que eles agem livremente fora e até dentro da própria unidade.
“Eles chegam aqui muito cedo, meia-noite ou 1h da manhã e quando a gente chega precisando de atendimento eles oferecem os primeiros lugares na fila”, conta uma moradora do bairro e usuário do sistema de saúde que se mostrava indignada. De acordo com ela, essas pessoas chegam a dormir em frente à unidade e chegam a vender seus lugares por até R$ 30,00. “Todo mundo sabe que tem, eles agem até mesmo dentro da própria unidade”, completa.
Dependendo do dia da semana, as filas são gigantescas e chegam a juntar cerca de 60 pessoas, conforme constatado pelo JC. Consultado, o secretário municipal de Saúde, Mário Ramos de Paula e Silva, afirmou ter conhecimento de que havia o “comércio paralelo de vagas” nas unidades. Ramos garantiu que irá agir firme para identificar essas pessoas e que, inclusive, irá pedir ajuda para Polícia Militar. “Se encontrarmos, essas pessoas serão processadas cível e criminalmente”, assegura.