09 de julho de 2026
Cultura

Nilza & Pablito no país do tango

Karla Beraldo
| Tempo de leitura: 2 min

O casal Nilza & Pablito, do Centro do Professorado Paulista de Bauru (CPP) embarcam, na próxima terça-feira, rumo ao Festival de Tango La Falda. O evento, um dos maiores festivais de tango da Argentina, começa neste sábado e segue até o dia 20.

Únicos dançarinos brasileiros presentes no festival, Nilza & Pablito dividirão os palcos com grandes nomes do tango argentino, como Mora Godoy, Guilhermo Fernandez, a Companhia de Tango Del Ballet “José Hernandez”, entre outras atrações.

Na bagagem, o casal leva oito diferentes coreografias de diversos estilos do tango, como o milonga, o tradicional, o tango cenário e o de salão. Serão cinco noites de apresentações, a primeira delas no dia 16, na qual participam das eliminatórias para o Campeonato Mundial de Tango de Buenos Aires. “Os dias têm sido de treinamento intenso”, conta Pablito sobre as três horas diárias dedicadas aos ensaios.

Sem a colaboração de patrocinadores, além dos custos da viagem, toda a realização do espetáculo, como coreografia e figurinos, são produzidos pelo próprio casal. “Ficamos tristes com a falta de apoio, mas a motivação para dançar é sempre muito grande. A satisfação no palco nos recompensa de qualquer esforço”, diz Pablito, ansioso com a viagem. “Já nos apresentamos outras vezes na Argentina, mas dessa vez vai ser diferente. Não nos inscrevemos, fomos convidados”, orgulha-se.

E não são apenas os dançarinos Nilza & Pablito que estão de malas prontas. Junto deles, um total de 10 admiradores do trabalho do casal, entre alunos e amigos, viajam para torcer pelos brasileiros.

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Parceria total

Naturais de Ibitinga (SP), Nilza & Pablito formam um casal há quase 20 anos, dos quais sete dividindo o mesmo palco. Pablito conta, no entanto, que sua freqüência nos salões não era, exatamente, motivada pelo interesse pela dança.

“Nilza já trabalhava com dança quando a conheci, mas eu mesmo, nunca tive muito interesse. Foi com a intenção de conquistá-la que passei a participar das aulas das quais ela era professora”, confessa.

Mas foi durante essas aulas que Pablito deparou-se com o tango e, da mesma forma como quando conheceu Nilza, apaixonou-se. “Depois disso, não parei, nem paramos mais”, conta.